Política

Eleições 2018

Governador precisa reverter cenário de desgaste para 2018

Azambuja estuda medidas para mudar o rumo da administração

Redação

13/11/2016 - 03h00

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) tem menos de dois anos para reverter o desgaste sofrido com os reajustes de impostos e as derrotas eleitorais em Campo Grande e Dourados, além do sério risco de ver o prefeito eleito de Corumbá, Ruiter Cunha (PSDB), ser cassado. Na avaliação de seus aliados, Azambuja precisa tomar medidas urgentes para recuperar a credibilidade popular e fortalecer o seu projeto político de reeleição, em 2018.

Essas medidas passam pelo equilibrio das contas com ações que não pesem mais no bolso do sul-mato-grossense. Conduzir a administração estadual com a realização de serviços básicos como o recapeamento de estradas, atendimento eficiente na área da saúde, garantia de segurança pública e educação adequada, também, serão consideradas no dia da eleição.

Prestes a fazer reestruturação da máquina pública visando o corte de gastos, o governador terá de conquistar a popularidade depois das medidas austeras no fim do ano passado. Diante da crise econômica que ainda assola o País, Azambuja reajustou tributos como o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) os Supérfluos e o ITCD (Imposto Sobre Transmissão de Causa Mortis e Doação de Quaisquer Natureza). Ele também decidiu por não manter a redução do ICMS sobre a gasolina.

As medidas acabaram influenciando o resultado das urnas em Campo Grande, com a derrota da vice-governadora Rose Modesto (PSDB) para o deputado estadual e prefeito eleito Marquinhos Trad (PSD). Em Dourados, o reflexo da atual gestão também afetou a campanha do deputado federal Geraldo Resende (PSDB) que perdeu a disputa para a vereadora Délia Razuk (PR).

Dos grandes colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul, o governador conseguiu eleger tucanos em Ponta Porã (arquiteto Hélio Peluffo), Três Lagoas (deputado estadual Ângelo Guerreiro)e Corumbá (ex-prefeito Ruiter Cunha). Porém, este último pode ter o registro de candidatura cassado por possível compra de voto de moradores da Bolívia.

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado. 

 

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