Os deputados estaduais decidem amanhã, em votação aberta e nominal, a mesa diretora da Assembleia Legislativa para o período de 1º de fevereiro de 2017 a 31 de janeiro de 2019.
Junior Mochi (PMDB), atual presidente, costurou acordo e deve permanecer no posto. Beto Pereira é outro nome que surgiu no páreo, mas há tendência para que ele fique de fora para não haver risco de racha na base do governo estadual, que tem maioria na Casa.
No começo de dezembro, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) havia conversado com Junior Mochi e pedido que ele entrasse em acordo com Beto Pereira para não haver disputa.
Com isso, as articulações nestas duas últimas semanas consolidaram maioria da Assembleia para apoiar Mochi para a presidência e Zé Teixeira (DEM) para permanecer no cargo de 1º secretário. Os dois postos são considerados os mais importantes. Enquanto o presidente é quem determina pauta de votação e direciona boa parte dos trabalhos da Assembleia, o 1º secretário é o "tesoureiro" da Casa.
Grazielle Machado (PR) conseguiu apoio para se reeleger para a 2ª vice-presidência. Foto: Giuliano Lopes/ALMSOutra carta na mesa já conhecida é a posição de Grazielle Machado (PR) para continuar na 2ª vice-presidência. Ela está com apoio de 20 deputados para se eleger amanhã.
Outras quatro vagas da mesa diretora são ainda uma incógnita. Principalmente porque o PSDB recuou de concorrer à presidência e não deu posição clara sobre como vai se posicionar e quais nomes vai indicar. Reunião da bancada para decidir esses rumos ainda não aconteceu e a previsão, segundo deputados, é que seja feita somente amanhã.
Atual 1º vice-presidente, Onevan de Matos (PSDB) comentou que ainda há indefinição, mas ele tem sugestão de se manter os atuais nomes. "Acho que se vai manter a presidência e o 1º secretário, os demais nomes deveriam permanecer. Seria a lógica e o bom senso. Essa é minha opinião", opinou. O partido na atual mesa diretora tem três representantes (Onevan, Mara Caseiro - 3ª vice-presidente - e Felipe Orro - 3º secretário).
Amarildo Cruz (PT) assume no lugar de Cabo Almi o cargo de 2º secretário. Foto: Evellyn Rabelo/AUma troca fora do terreno tucano refere-se ao PT. Cabo Almi está como 2º secretário e deve dar lugar para Amarildo Cruz. Almi vai para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação ou exercer papel de líder da bancada.
Os tucanos são maioria na Assembleia, com oito deputados; seguidos pelo PMDB, com cinco; e PT, com quatro.
Nos corredores da Casa, hoje, certo silêncio impera e quem atua nos bastidores confirma que essa situação acontece porque ainda há muita articulação acontecendo. "A eleição pode até mudar a data", reconheceu Onevan.
Zé Teixeira, hoje no DEM, vai permanecer no cargo de 1º secretário. Foto: Wagner Guimarães/ALMSA indefinição sobre os nomes do PSDB para a mesa diretora a um dia da eleição indica que entre os deputados do partido no parlamento há uma certa mágoa, mas que deve ser apaziguada ao longo do próximo ano.
ATRIBUIÇÕES
As competências dos dirigentes do Parlamento são especificadas na sessão II, artigo 30, do Regimento Interno: tomar providências necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos; assinar resoluções da Assembleia; dar parecer sobre proposições que visem a modificar o regimento interno ou os serviços administrativos.
A mesa diretora também pode nomear, promover, exonerar e aposentar funcionários; determinar a abertura de sindicância ou inquérito administrativo; convocar e homologar concurso para provimento de cargos do quadro de servidores, bem como designar banca examinadora respectiva; autorizar despesas; assinar, promulgar e fazer publicar as emendas à Constituição e as resoluções.