Política

Criminalização

De Mato Grosso do Sul, apenas o PT apoia anistia do caixa 2

José Orcírio é contra "desenterrar defunto" e Tereza defende novas regras

Redação

20/03/2017 - 03h00

Apenas os deputados federais petistas de Mato Grosso do Sul são a favor da anistia do caixa 2 (movimentação irregular de recursos de campanha) que será debatida na próxima terça-feira, na Câmara dos Deputados.  A proposta de criminalizar esta prática está dentro do pacote de medidas anticorrupção do Ministério Público Federal (MPF). Alguns parlamentares querem aproveitar para aprovar o perdão de todas as transações desse tipo praticadas até a criação da nova lei. 

“Para mim a anistia ao Caixa 2 é uma discussão já superada desde a apresentação das 10 medidas de combate à corrupção apresentada pelo Ministério Público. Este Ministério Público dizia que para se combater a corrupção é necessário criminalizar o Caixa 2. Para tanto, precisa ter uma lei para criminalizar o Caixa 2”, pontuou Vander Loubet (PT). O deputado federal, José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT concordou. “Crime não se retrocede. Tem que zerar tudo do passado. Se não vão querer desenterrar defunto”. 

No entanto, os demais parlamentares do Estado se mostraram totalmente contra a absolvição do crime cometido anteriormente a lei. “Sou totalmente contra a anistia ao Caixa 2. É um contrassenso anistiar quem descumpriu a lei. Esta possível anistia vai representar a completa desmoralização do político brasileiro. Ela não pode ocorrer”, ressaltou Elizeu Dionizio (PSDB). 

A deputada federal Tereza Cristina (PSB) também está ao lado do MPF. “Sou contra a anistia ao Caixa 2. Tem de criar regras para não se ter o caixa 2, que era uma prática comum, como mostra as denúncias apresentadas”. O colega Dagoberto Nogueira (PDT) foi mais curto. “ anistia ao Caixa 2 é um absurdo, nem discuto. Sou totalmente contra”. 

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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