Política

Cassação de bernal

Defesa suspeita de "compra de testemunhas" na Coffee Break

Eventual confirmação do caso poderá provocar reviravolta no polêmico processo

Redação

27/03/2017 - 04h00

A tumultuada Operação Coffee Break pode sofrer reviravolta na Justiça com a suspeita de “compra de testemunhas” em troca de cargos na Prefeitura de Campo Grande. Essas pessoas teriam, em tese, recebido orientação para incriminar vereadores de venderem votos pela cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP). O caso será levado pelos advogados de defesa ao processo, no qual o Ministério Público Estadual acusa vereadores, empresários e várias lideranças políticas de praticarem corrupção e associação criminosa.

Os advogados dos denunciados estudam, inclusive, pedir perícia da assinatura das testemunhadas, premiadas com cargos, no livro de frequência na prefeitura. Há suspeita de elas usarem a mesma caneta para assinarem de uma vez só o mês inteiro a presença no trabalho. O curioso é que todas elas chegaram no mesmo horário, sem atraso de um minuto, e saíram também na mesma hora.

A confirmação da suspeita levará os envolvidos a responder por “venda de depoimentos”, improbidade administrativa de quem nomeou, prisão e até anulação ou arquivamento da investigação mais polêmica na história política de Campo Grande. Os vereadores, empresários e lideranças políticas foram denunciados pelas declarações do “ouvir dizer” das testemunhas sobre a compra de voto para cassação do mandato de Bernal.

Reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

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