Política

pechincha na propina

Marta reclamou de ter campanha mais cara que Gleisi Hoffman, diz Santana

Marta reclamou de ter campanha mais<br> cara que Gleisi Hoffman, diz Santana

Redação

12/05/2017 - 16h19
Notícia sem imagem

Em depoimento de seu acordo de delação premiada, o marqueteiro João Santana afirmou que a senadora Marta Suplicy, hoje no PMDB, se queixou de o marqueteiro ter exigido dela um valor maior que o pago pela colega Gleisi Hoffmann (PT-PR) na campanha municipal de 2008.

"Aí a Mônica [Moura, mulher do marqueteiro] disse que tempos depois ela deu uma cobrança firme: 'Como pode, três vezes mais caro?'", relatou.

Segundo o marqueteiro, a campanha de Gleisi à Prefeitura de Curitiba em 2008 custou R$ 6 milhões -dos quais R$ 4,625 milhões pagos por meio de caixa dois. A de Marta, R$ 18 milhões -R$ 10,5 milhões deles pagos por fora.

Segundo Santana, tanto Gleisi quanto Marta tinham "pleno conhecimento" de que essas parcelas seriam pagas por meio de caixa dois.

"Nós temos nos referido a um fundo de caixa dois do PT coordenado pelo ex-ministro Antonio Palocci. Queria frisar que ele também serviu pra pagar as dividas das campanhas da senadora Marta Suplicy e da senadora Gleisi Hoffmann. Nos dois casos com pleno conhecimento das candidatas", diz.

Ele disse que Marta, quando foi convidá-lo para fazer a campanha, levou Palocci "a tira colo" para mostrar que o petista, que controlava a planilha Italiano -com recursos da Odebrecht- ficaria responsável pelos pagamentos.

Santana diz ainda, sem detalhar, que Marta acreditava que o compromisso do PT com sua candidatura vinha de uma "dívida histórica" pelo "apoio financeiro" à campanha de Lula em 2002 que ela havia dado "durante o período que ela era prefeita".

O marqueteiro diz que acertou fazer a campanha de Gleisi também em encontro do qual participou Palocci e o marido da petista, o ex-ministro Paulo Bernardo.

CABIDE DE EMPREGO

Santana também disse que, a pedido de Marta, contratou o marido dela à época, Luis Favre, por R$ 20 mil mensais. "Nós fizemos um contrato simulado com ele a pedido da senadora", contou.

Ele disse que, certa vez, demonstrou preocupação e foi tranquilizado por Marta: "Não se preocupe. O Favre, pelo currículo internacional, você pode dizer que ele fez consultoria para suas campanhas no exterior", disse a senadora, segundo Santana. "Nunca fez, nunca trabalhou."

Ele disse ter conhecimento também que o mesmo procedimento foi usado na campanha de 2004, quando Marta tentou a reeleição.

OUTRO LADO

Procurada na quinta-feira (11), quando os termos escritos da delação foram divulgados, Marta disse estar "indignada". "É uma mentira deslavada", respondeu a senadora, em nota enviada à imprensa.

"[É] certamente motivada para envolver o maior número de pessoas com um único objetivo: ter o que barganhar para obter impunidade nos crimes em que são acusados. Jamais participei ou tive conhecimento de negociações ilegais. Minha conduta sempre foi e está baseada nos princípios éticos que norteiam toda a minha vida."

A reportagem ainda não conseguiu contato com a assessoria de Gleisi.

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

master paraguaio

Oposição pede impeachment de presidente do Paraguai

Pedido está sendo feito depois do escândalo financeiro que fechou o Ueno Bank e afetou 3 milhões de correntistas. Peña era acionista do banco

05/11/2026 06h55

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).