Projeto de lei que proíbe uso de celulares em Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) neonatal foi aprovado hoje, na Assembleia Legislativa, em primeira votação.
De autoria do deputado estadual Márcio Fernandes (PMDB), o conteúdo da matéria traz comprovações de que o aparelho celular é mais sujo que sola de sapato e que o índice de mortos por contaminação de bactérias tem sido significativo em UTIs neo natal.
Porém, mesmo depois de ter votado sim, o deputado estadual Paulo Siufu (PMDB), que também é médico, pediu para mudar seu voto.
"Não estava sabendo do teor do projeto. Não tem como médicos ficarem sem celular nas UTIs", defendeu o parlamentar.
O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) indagou os demais parlamentares sobre quem fiscalizaria se profissionais entrariam ou não com o celular. "Muito bonita a discussão de vocês, mas quem vai fiscalizar?", disse ele.
Siufi rebateu dizendo que o problema não é a fiscalização. "O problema é, se isso agora é lei, toda morte acusada por bactérias poderá ser investigada e muitos profissionais serão culpados, sendo que a maior contaminação é proveniente da boca e da mão não esterilizadas" explicou o médico.
Apenas a bancada do PT votou contrária ao projeto. Projeto ainda passará por segunda votação.