O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga possíveis irregularidades fiscais no Estado informou, na manhã de hoje (3), que a JBS, objeto de investigação dos deputados, contratou o ex-procurador-geral José Wanderlei Bezerra Alves para defender a empresa.
"Ele (José Wanderlei) me ligou ontem e garantiu que segunda-feira (8) encaminhará os documentos que solicitamos", disse Paulo Corrêa (PR).
José Wanderlei foi anunciado procurador-geral do Estado pelo então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, em 2002.
A CPI já está no 18º dia de trabalhos e dos cinco Termos de Acordo de Regime Especial (Tares) até agora foi analisado apenas um pela comissão. "Cada Tare tem mais de mil notas fiscais. O primeiro tem mais de 1.800 notas", justificou Corrêa.
Sobre a CPI ter derrubado os requerimentos para convocar o secretário estadual de Fazenda Márcio Monteiro e o superintendente federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa-MS) Celso de Souza Martins, o presidente da comissão declarou que as investigações tem rumo certo a seguir. "Vamos focar nos Tares, apresentar relatório de todos", disse o deputado republicano.
Corrêa também lembrou que as denúncias foram de nível nacional. "Vocês acham que essas pessoas (Márcio Monteiro e Celso Souza) já não estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pelo MP (Ministério Público)?", alertou.
A reunião da comissão aconteceu na tarde de ontem (2), no plenarinho da Casa de Leis, onde integrantes da comissão votaram sobre a convocação dos envolvidos nas delações.
Com 3 votos contrários e apenas dois favoráveis, Márcio Monteiro e Celso Souza não serão convocados para depor.