Cotado como peça fundamental para a conquista do governo do Estado nas eleições de 2018, o prefeito Marcos Trad (PSD) não tem comentado quem irá apoiar e proíbe qualquer um de negociar em seu nome.
Nesta semana, ele chegou a mandar recado para o seu secretário de governo e presidente do partido, Antônio Lacerda, para evitar conversas sobre alianças com qualquer pré-candidato.
Nos bastidores se falava que Lacerda estaria tratando a possível vaga de vice-governador na chapa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na reeleição.
“Lacerda tem a exata consciência de que pertence a um grupo político. Este mesmo grupo ainda não começou a discutir os rumos para 2018. Portanto, trata-se de mera especulação sem qualquer fundamento na realidade”, ressaltou Trad.
O grupo do PSD nega o assunto e afirma se tratar de fofoca. “Fiz um pedido expresso para todo mundo da prefeitura evitar os confrontos e ataques ao governo, afinal de contas temos uma parceria”, justificou Lacerda.
Atualmente as administrações municipal e estadual estão fazendo dobradinha para garantir contrapartida de obras que estavam paralisadas na Capital.
Alguns duvidam da boa vontade do governador, achando que o preço da ajuda será cobrado mais tarde. No entando os tucanos ressaltam que Azambuja tem auxiliado todos os municípios do Estado.
“Eu e Marquinhos estamos com os olhos fincados em 2017. Não estamos nem dando uma espiadinha em 2018. Conversamos com todo mundo. Não tem acerto e negociação política com seo ninguém. Nosso projeto é de quatro anos na prefeitura”, reforçou o secretário de Governo.
Com um dos maiores índices de aprovação da administração no país, a influência de Trad no pleito é inquestionável.
Seu líder na Câmara Municipal, vereador Chiquinho Telles (PSD), ressalta a importância que os eleitores de Campo Grande fazem em uma eleição.
“Estamos falando de 30% de votos no Estado. Faz muita diferença. Acredito que o próximo governador passa pelo crivo do Marquinhos”. Sobre a possível aliança discutida com o governador ele também desmente. “Isso é tudo fofoca e picuinha política”.