Política

EXECUTIVA NACIONAL

Azambuja defende indicação de Alckmin para presidência do PSDB

Governador acredita que o partido precisa de conciliação

Aline Oliveira

29/11/2017 - 16h55

Na avaliação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB/MS), Geraldo Alckmin reúne as características necessárias para comandar a executiva nacional do partido, cuja convenção acontecerá no próximo dia 9 de dezembro, em Brasília (DF). Na ocasião será escolhido o novo presidente e possível candidato para disputar o pleito presidencial em 2018.

"Nosso candidato era o Marconi (PSDB-GO), por entendermos que ele teria todas as condições de ser presidente nacional do partido. No entanto, ele mostrou seu espírito de conciliação ao abrir mão da disputa e apoiar o Geraldo Alckmin. Sou favorável aos dois nomes, porém, é decisão que caberá ao partido, através das prévias ou consultas internas", observa. 

Na última segunda-feira (27), o governador de Goiás, Marconi Perillo e o senador Tasso Jereissati (CE) desistiram de disputar a presidência nacional do partido, com intuito de unificarem o partido. Os representantes conversaram com governador de São Paulo na semana passada e Perillo confirmou o apoio em declaração oficial: "Vou abrir mão, se necessário, para preservar a unidade do partido”, afirmou Perillo em entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo. 

CONCILIAÇÃO

Na avaliação de Azambuja, o momento político nacional é de buscar unidade e conciliação e o PSDB está voltando às origens, pois, conta com importantes líderes. "Na minha avaliação, o Geraldo possui equilíbrio, preparo, responsabilidade e conhece gestão pública como ninguém, afinal está no quarto mandato como governador de São Paulo. Acredito que precisamos de pessoas equilibradas e sensatas como ele na política brasileira", argumenta.

Sobre críticas com relação a Alckmin, o governador de Mato Grosso do Sul, observa: "Apesar da postura correta, o Geraldo está passando pelo mesmo processo que muitos homens públicos no Brasil estão vivenciando hoje, por conta de delações e falácias sem provas. Acompanhamos que a maior parte destes casos acabam sendo arquivados por falta de provas, porém, a denúncia é feita com caráter de condenação", acrescenta.

Ao participar de uma agenda pública, no início da semana, o lider tucano afirmou que deve analisar a indicação, para então se pronunciar. “Nunca me coloquei como pré-candidato, mas, se for para ajudar a unir o partido, vamos avaliar”, pontuou Alckmin.

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