A vereadora Márcia Queiroz Vida (PT do B), que é vice-presidente da Câmara Municipal de Água Clara, foi afastada do cargo. A parlamentar foi presa durante operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), realizada na manhã de hoje. No entanto, acabou solta pela Justiça antes mesmo de ir para uma cela.
Conforme apurou o Portal Correio do Estado, Márcia teria usado a funcionária Neis Oliveira da Silva para cobrar propina da colega Gerolina da Silva Alves (PSDB), que enfrenta um processo de cassação na Câmara. A vereadora teria cobrado R$ 80 mil para votar contra a cassação da colega.
Na manhã desta terça-feira (12), as duas foram presas preventivamente por corrupção e tráfico de influência, na operação 'Voto de Minerva", deflagrada pelo Gaeco, conduzida pelo promotor de justiça Paulo Henrique Mendonça. Na ação, também foram apreendidos aparelhos celulares e documentos.
Poucas horas depois da prisão, a juíza Thielly Dias de Alencar Pithan, responsável pela Comarca do município, mandou soltar as duas, decidindo apenas pelo afastamento da vereadora.
Ao Portal Correio do Estado, o promotor Paulo Henrique Mendonça afirmou que não poderia comentar sobre a ação, pois tudo corre em segredo de Justiça, mas disse que dará andamento as investigações.
A reportagem também tentou contato com a vereadora na Câmara Municipal, no entanto, segundo funcionários, o expediente na Casa de Leis terminou pela manhã.
VOTO DE MINERVA
Conforme o Ministério Público Estadual, o nome da operação é em referência àquele que decide uma votação que de outra forma estaria empatada.
O termo se refere ao episódio da mitologia grega em que a deusa Palas Atena (que corresponde à deusa romana Minerva) preside o julgamento de Orestes, um reles mortal.