Política

justiça tardia

Coffee Break se arrasta há quase dois anos sem solução

Ação foi instaurada no dia 31 de maio de 2016

Redação

30/12/2017 - 04h00

Dizem que a Justiça brasileira demora muito. O processo da Coffee Break que apura o possível crime de compra de votos para a cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) é uma prova disso. A ação continua em sua fase inicial.

O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu a denúncia no dia 31 de maio de 2016. Desde então o processo passou por um sobe e desce de instâncias devido ao foro privilegiado de alguns dos 27 denunciados. Com um ano e meio completado, o processo continua sem solução.

A última movimentação no processo do juiz da 6ª Vara Criminal, Marcio Alexandre Wust, dá vista ao procedimento. “Hei por bem em determinar que o presente processo será conhecido e julgado pelo rito especial para conhecimento e julgamento de crimes funcionais”. Na prática não muda nada. A denúncia continua nas mãos do magistrado.

Ao menos agora ficou definido que Wust será o responsável pelo futuro dos réus. No mês passado o Correio do Estado noticiou o equívoco de nova tentativa de encaminhar a ação para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul devido à presença do deputado estadual Paulo Siufi (PMDB) dentre os denunciados. 

Nem mesmo os advogados dos réus entenderam a determinação jurídica porque já havia o desmembramento no único do ano do caso do parlamentar com foro privilegiado. Após o mal-entendido, a expectativa é que finalmente o procedimento se desenrole na vara criminal do Fórum. 

*Leia reportagem, de Gabriela Couto, na edição de sábado/domingo do jornal Correio do Estado.

 

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