Política

2018

Azambuja acredita em chapa forte para eleições

Governador declarou que as definições ocorrerão apenas em julho

Izabela Jornada

06/04/2018 - 13h53

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) falou sobre as eleições de 2018 na manhã desta sexta-feira (6), durante agenda que autorizou concurso da Polícia Civil. Azambuja acredita que vai construir chapa forte, porém as definições só acontecerão quando as convenções partidárias ocorrerem. “Elas ocorrerão final de julho e início de agosto. Uma distância longa. O dia de amanhã não sabemos”, disse ele.

O governador declarou também que na construção o partido já tem quatro vagas majoritárias em que contemplam os cargos de governador, vice- governador e duas vagas ao senado. 

O ex-secretário Marcelo Migliolli deixou a Secretaria Estadual de Infraestrutura para ser postulante a uma das vagas no senado, outro interessado é o deputado federal Geraldo Resende (PSDB).

As expectativas de Azambuja são positivas. O pré-candidato ao governo do Estado disse que “com a inteligência que o partido tem e a capacidade de aglutinar aliados vai construir com certeza chapa majoritária e tem potencial pra mostrar trabalho e legado que foi feito nesses três anos e três meses”. O líder do Executivo Estadual considerou também que governou no “pior momento do pais”. “Fui soldado e vou continuar sendo para nunca fugir das nossas obrigações e faze a boa politica. É o que a população espera de nós”, disse.

DEBANDADA

Mesmo Azambuja comemorando "chapa forte" existem alguns que estão analisando a saída do partido devido ao inchasso da sigla. Esse é o caso da deputada estadual Mara Caseiro (PSDB). "Estou analisando onde vou ficar, mas não vou fazer nada na surdina, estou conversando com o governador", disse ela. Ao ser indagada sobre possível ida para o DEM, ela declarou que está analisando a proposta também.

LULA

Sobre a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em negar o habeas corpus do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, Azambuja declarou que entende a ação como “fortalecimento das instituições”. “Supremo manteve posição e todos nós temos que lutar pelo fim da impunidade. Isso não significa quebrar direitos, todos têm o direito de se defender, de fazer o contraditório. O estado democrático de direito permite ao cidadadão brasileiro, do presidente da República e até um simples cidadão brasileiro de se defender de acusações”, disse ele.

O líder do Executivo também comparou as ações dos ministros do supremo com controles que outras instituições estão fazendo em todo o país. “Criamos aqui  com a controladoria com o painel de transparência para evoluir políticas públicas que dê credibilidade das instituições públicas perante as pessoas. Nada mais do que um regramento institucional, mostrar que as instituições estão fortes e cada uma estabelecida no seu devido lugar”, declarou.

A maioria dos votos dos ministros também foi lembrado pelo governador. “Não temos que questionar STF, a maioria (votos) apertada por um posicionamento e tem que ser respeitado o trabalho (dos ministros) e nós temos que mostrar que o brasil está combatendo a impiunidade”, finalizou.

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