Após horas de conversas nesta quinta-feira (2) -primeiro com porta-vozes da Rede e depois entre membros de sua direção-, o PV confirmou nesta quinta-feira (2) apoio à candidatura de Marina Silva e a confirmação de Eduardo Jorge como vice dela.
"Eu estou pronto [para a tarefa]. Conversei com a Marina. Ela falou que está feliz", afirmou o ex-deputado e ex-presidenciável à Folha, pouco depois do anúncio pelo presidente nacional do PV, José Luiz Penna.
A ex-senadora comemorou a união em suas redes sociais, dizendo-se feliz por "tão importante decisão".
Eduardo defendia no PV a adesão à campanha de Marina como gesto de união de dois partidos que, segundo ele, têm muitas semelhanças. A ex-senadora foi filiada ao PV, sigla pela qual disputou o Planalto em 2010.
Médico sanitarista e ambientalista, Eduardo foi candidato à Presidência em 2014 e se preparava para concorrer neste ano a deputado estadual em São Paulo.
No fim de semana, a Rede ofereceu a vice ao PV. A aliança esbarrava em alianças da legenda nos estados que se chocam com composições defendidas pela Rede.
Pelo acordo, que ainda tem que ser oficializado, o PV libera os diretórios para seguir com coligações já avançadas e Marina concorda em abrir mão do apoio de lideranças nesses locais.
Acordos estaduais do PV que já estavam fechados serão mantidos, segundo Penna. "A Rede concordou. A atitude foi de colaboração", disse o líder da sigla.
Ele afirmou ainda que a aliança é um reforço no objetivo estratégico do PV de ter coligações na eleição proporcional e eleger candidatos para o Congresso.
Antes de fechar com o PV, Marina negociou alianças com siglas como PMN, PPL, PHS e Pros. Nenhuma delas foi adiante. Se continuasse isolada, ela tinha o plano de buscar um vice dentro de seu próprio partido.
A ex-senadora falava estar em busca de alguém de perfil complementar, mas sem detalhá-lo. Segundo ela, Eduardo tem o tal perfil.