Depois das convenções partidárias de sábado (4), os partidos estão prontos para começar a guerra eleitoral pelo governo do Estado. O PSDB montou exército de 14 legendas para lutar pela reeleição do governador Reinaldo Azambuja. Por causa da prisão do ex-governador André Puccinelli, o MDB perdeu dois aliados para os tucanos - Avante e PMN - e conseguiu, na última hora, o PSC do procurador de Justiça licenciado Sérgio Harfouche, indicado para vice da candidata a governador Simone Tebet.
O PSDB vai a guerra eleitoral com PP, DEM, PSD, PMB, Patriota, PPS, Pros, SDD, PSB, PTB, Avante, PSL e PMN. Esses partidos estarão nas ruas e no palanque de Azambuja.
O MDB vai para o campo de batalha com sete partidos dentro da coligação para defender a eleição da senadora Simone Tebet ao governo do Estado. Ela decidiu entrar na disputa no fim da semana passada depois de visitar André na prisão. O ex-governador fez apelo para Simone substituí-lo. A senadora aceitou a missão.
Para defender o nome de Simone, o seu exército será composto, além do MDB, por PSC, PRTB, PR, PTC, DC (antigo PSDC), PHS.
Simone e seus aliados terão a dura missão de atrair o voto do eleitorado de André Puccinelli para levá-la ao segundo turno. Ela não tem só Azambuja como adversário de peso para enfrentar nas ruas e nas urnas. Outro adversário a ser superado é o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT).
O exército do Odilon, no entanto, é um dos menores a entrar na guerra eleitoral. Mesmo bem posicionado nas pesquisas, Odilon perdeu a batalha por aliados. Hoje, apenas três partidos vão apoiá-lo na sucessão estadual: PDT, Podemos e PRB. Em razão do imbróglio da definição do vice, Odilon perdeu o Pros para o PSDB.
O juiz preferiu “degolar” a indicação da radialista Keliana Fernandes, para abrir espaço ao bispo Marcelo Camargo, da Igreja Universal do Reino de Deus de Dourados.
A expectativa de Odilon construir amplo arco de aliança por estar na liderança transformou-se em frustração. As restrições impostas pelo juiz para não se aliar com partidos dirigidos por processados, investigados e denunciados reduziram a margem de negociação. Isto porque quase todos os partidos são conduzidos por alvos da Justiça.
O PT, que já governou o Estado por duas vezes com atual deputado federal José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, não conseguiu atrair nem os partidos de esquerda para apoiar o candidato a governador, ex-prefeito de Mundo Novo Humberto Amaducci.
Zeca do PT habilitou-se para concorrer ao Senado. Mas o registro de sua candidatura dependerá da Justiça Eleitoral, porque o desembargador Sérgio Martins, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, comunicou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) a existência de condenação em segunda instância por improbidade administrativa.
A defesa do ex-governador está recorrendo, alegando equivocada a declaração de inelegibilidade, porque o julgamento ainda não foi concluído.
O PV disputará o governo do Estado com o ex-vereador de Campo Grande Marcelo Bluma. O exército dele será composto, além do seu partido, pela Rede e pelo PCdoB.