O festival de renúncias feitos por pré-candidatos marcou o início da campanha eleitoral 2018, o último nome a desistir de concorrer ao pleito de outubro foi da deputada Antonieta Amorim (MDB). Na sessão de ontem (16) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a parlamentar disse que vai priorizar a campanha para o eleição de seu colega de bancada Junior Mochi ao Governo de Mato Grosso do Sul.
Na Assembleia Legislativa ,além de Antonieta, a Grazielle Machado (PSD) também desistiu de concorrer a reeleição. A deputada desistiu da candidatura afirmando que pretende deixar espaço para seu pai Londres Machado (PSD). Londres tem 44 anos de vida pública e apenas na eleição de 2014 não disputou ao cargo eleitoral. A parlamentar Mara Caseiro é a única mulher da Casa de Leis que vai buscar a reeleição.
No Legislativo Municipal de Campo Grande, durante a pré-campanha 18 dos 29 vereadores colocaram seu nome a disposição para o pleito de outubro, mas cinco desistiram e não registraram sua candidatura, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo eles Carlão (PSB), Papy (SD), Otávio Trad (PTB), Cazuza (PP) e William Maksoud (PMN).
Com a desistência de Otávio, sua tia Maria Thereza Trad Alves (PTB), a Tetê Trad, assumiu a vaga da família para deputada estadual. O clã vem com Fábio Trad (PSD) para deputado federal, Tetê no Legislativo Estadual e Nelsinho Trad (PTB), ex-prefeito de Campo Grande, buscando uma cadeira do Senado Federal.
Entre os pré-candidatos que buscavam uma cadeira em Brasília, o pecuarista Chico Maia (Podemos) foi o primeiro a declarar apoio à candidatura do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT), porém, desistiu de disputar o Senado Federal.
Na tentativa de continuar com a chapa majoritária, Odilon buscou aliança com Pedro Chaves (PRB), que tentava a reeleição. Já com o registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o senador desistiu e chegou a ser chamado indiretamente de covarde pelo magistrado. O então suplente na chapa, Gilmar da Cruz, assumiu a vaga na corrida eleitoral.
EXECUTIVO
Entre os nomes para o governo do Estado, o MDB teve dois pré-candidatos até registrar no dia 15, último permitido pelo TSE, o deputado Junior Mochi como opção da sigla. Mochi, que tentaria a reeleição para a Assembleia Legislativa, disputará com outros cinco nomes a administração de Mato Grosso do Sul.
A primeira opção do MDB seria o ex-governador André Puccinelli, mas o político foi preso no dia 20 de julho e segue no centro de triagem de Campo Grande.
A pedido de Puccinelli, a senadora Simone Tebet colocou seu nome como candidata, no dia 29 de julho, porém, no dia 12 de agosto, anunciou sua desistência justificando que teria aceitado o pedido em um momento de emoção e, após conversar com a família, reconsiderou o pedido e se retirou da campanha.
Anunciado como vice de Tebet, o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC) também voltou atrás e, com o partido, saiu da coligação do MDB. Harfouche entrou na disputa por uma vaga no Senado Federal, com a agremiação independente.