O ex-prefeito Fernando Haddad, candidato a vice na chapa de Lula, se confundiu nesta terça-feira (28) ao defender a geração de empregos no Rio de Janeiro por meio da indústria de petróleo. Ele defendeu a construção de destilarias, em vez de refinarias, para garantir novos postos de trabalho.
O petista fez uma caminhada no calçadão de Alcântara, em São Gonçalo, cidade próxima do Comperj, complexo petroquímico da Petrobras cujas obras estão paradas.
Ele classificou a queda de emprego no estado, a maior no país, como "desoladora", e afirmou que o Rio de Janeiro foi "quem mais pagou a conta do golpe", em referência ao impeachment de Dilma Rousseff.
Neste momento, ele defendeu a retomada das obras do Comperj, cometendo o equívoco.
"Um dos pontos estratégicos do governo Lula era a indústria de petróleo e gás. O Comperj, por exemplo, já estaria pronto em outras circunstâncias. Está 85% pronto e parado. Estamos falando de destilaria", disse Haddad.
"Destilaria é importante porque evita importação. Você para de importar diesel e gasolina porque petróleo nós temos. É só destilar aqui, gerando emprego aqui. O que estamos fazendo é exportar emprego. É isso que o Lula quer", afirmou ele.
Enquanto a refinaria é usada para processar o petróleo bruto em combustíveis como diesel e gasolina, as destilarias têm como objetivo a produção do etanol ou de bebidas alcoolicas, como a cachaça.
Haddad teve o senador Lindbergh Farias (PT), candidato à reeleição, como cicerone na caminhada. O calçadão tinha poucas pessoas. Os petistas atribuíram à crise e desaquecimento do comércio local.
O ex-prefeito deve ser anunciado como substituto de Lula como candidato caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indefira o registro da candidatura, em razão da Lei da Ficha Limpa.
O ex-presidente está preso em Curitiba condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro.