Durante entrevista ao Correio do Estado na manhã desta terça-feira, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul pelo PDT, disse que o combate à violência e à criminalidade não deve ser feito somente com policiamento. "A segurança começa em casa", disse Odilon, se referindo ao fato de que a qualidade de educação e o convívio familiar são fundamentais para a construção de uma sociedade mais segura.
Ele garantiu que, caso seja eleito, vai valorizar os servidores e investir em programas sociais partindo, por exemplo, do trabalho realizado nas escolas. "A segurança pública tem que ser feita em caráter definitivo e não a fazemos sem educação. A segurança pública começa em casa, quando a criança começa a se entender por gente e vai para a escola. Ali começa a ter as primeiras oportunidades. A atenção neste caso é no aspecto preventivo", disse o juiz.
Ou seja, o juiz aposta em preparar os jovens lhe fornecendo educação de qualidade e oportunidade de trabalho, para que não sejam seduzidos pela vida fácil do crime. Durante a entrevista, ele lembrou ainda que é preciso reforçar o policiamento e aumentar o número de servidores que encontra-se defasado. Como exemplo, ele cita que a Polícia Militar deveria ter o número razoável de 8.500 servidores, mas conta penas com metade disso.
"Nossas delegacias estão caindo aos pedaços. Temos uma quantidade ínfima de servidores e todo mundo sabe que nossos policiais não são valorizados. O ambiente é péssimo" , explicou Odilon, reforçando que tem planos para desafogar o judiciário. "As delegacias terão centrais de conciliação, onde um escrivão capacitado vai resolver a situação. Isso iria desafogar o judiciário, para que a justiça tenha mais tempo para julgar outros casos".
Quanto à segurança na fronteira, Odilon falou sobre parceria com o Governo Federal e com os países vizinhos (Paraguai e Bolívia), a fim de fortalecer o enfrentamento contra o crime organizado. "A fronteira corresponde a 64% da nossa base territorial. Assisti a inauguração do DOF [Departamento de Operações de Fronteira] em 1989, e hoje o número de policiais é praticamento o mesmo daquela época", lamentou.
Confira a entrevista na íntegra: