Marcelo Bluma (PV), o quarto candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul a participar da rodada de entrevistas do Correio do Estado nesta sexta-feira (21), respondeu ao questionamento de uma leitora sobre como combater a corrupção no Estado. “O melhor desinfetante que existe no mundo é a luz do sol”, afirmou. Ele propõe o incremento da transparência na administração pública, e o uso maior da tecnologia para abrir as contas públicas e aumentar a interação do cidadão com o governo. "Isso inibe a corrupção"
Segundo o candidato, é necessário fazer justiça com o cidadão. “O dinheiro público não é do governo, nem da prefeitura, é nosso. Pagamos R$ 40 por dia de imposto. O cidadão paga ICMS eu tudo que consome”, relatou.
De acordo com Bluma, a população precisa saber onde o dinheiro está sendo investido. “Tem que fornecer informação. Quero ser governador usando dessa lógica, vou administrar o dinheiro dos outros, preciso prestar informação com transparência”, destacou.
O candidato respondeu questionamentos também sobre segurança. “A segurança pública ganha se o Estado investir em tecnologia”.
No plano de governo do candidato, ele propõe instalar câmeras de segurança em vias públicas e parques. Durante a entrevista, Bluma contou como pretende fazer isso. “Precisamos fortalecer o trabalho de inteligência da polícia e a inteligência precisa do monitoramento. Claro que a ideia é ter parceria com os municípios e fazer isso de forma integrada”, relatou.
Uma de suas propostas para a economia estadual, é estabelecer um forte polo de tecnologia de informática em Mato Grosso do Sul. “Estamos ficando para trás, temos universidades e capacidade para isso. Outros estados do Brasil já arrecadam muito com isso”, comentou.
Ainda sobre a economia, o candidato destacou que é preciso investir no turismo. “A indústria do turismo é segunda maior geradora de emprego do mundo O potencial turístico que temos com Bonito, com a região pantaneira e fronteira, como a guerra do Paraguai, nós não contamos essa história”, avaliou.
Com relação ao Aquário do Pantanal, Bluma afirmou que se fosse questionado antes de começar as obras do Aquário, não concordaria para a execução. “Mas foi investido R$ 240 milhões, em uma obra que era orçada em R$ 80 milhões. É nosso dinheiro ali”, destacou.
RODADA DE ENTREVISTAS
Começou na terça-feira (18) a Rodada de Entrevistas do Correio do Estado com os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Com a ordem das sabatinas tendo sido definida por sorteio, o estreante foi candidato Juiz Odilon de Oliveira (PDT), seguido de Humberto Amaducci (PT). Tudo é publicado nas redes sociais (Youtube - correioestado, Facebook - @correiodoestado e Instagram @correioestado), em parceria com a Rádio Mega 94 (Facebook - @mega94fm).
As entrevistas tem 40 minutos cronometrados de forma corrida e sem intervalos. O candidato terá direito a uma apresentação de um minuto e, em seguida, responderá a 12 perguntas, sendo seis delas consideradas livres, baseadas em reportagens sobre Mato Grosso do Sul já publicadas pelo Correio do Estado; quatro baseadas no plano de governo do candidato; e duas encaminhadas por internautas, que serão selecionadas por sorteio.
A iniciativa tem objetivo de atender ao interesse da população em conhecer melhor cada plano de governo, atuando na interlocução de eleitores e representantes das coligações partidárias.
Após Odilon, Amaducci e Azambuja, os candidatos que vão participar da rodada de entrevistas serão: Marcelo Bluma (PV) no dia 21, Junior Mochi (MDB) no dia 24 e João Alfredo (PSOL) no dia 25.
Com a proposta da Rodada de Entrevistas, a equipe jornalística do Correio do Estado convida os leitores e internautas a participarem pelo e-mail: [email protected] ou no WhatsApp: (67) 9-9922-6705, com o assunto: "Pergunte aos Candidatos ao Governo do Estado".
As perguntas podem ser enviadas pelas redes sociais do Correio do Estado, pelo Facebook e Instagram (@CorreiodoEstado). Elas deverão conter o nome do leitor e para qual candidato o questionamento será feito. É importante destacar que textos contendo qualquer tipo de ofensas serão excluídos.
Confira a entrevista na íntegra: