Os principais candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul participaram do evento “Voto Certo é Voto Limpo”, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), e citaram algumas ações a serem tomadas, caso eleitos, em prol da cidadania e contra a corrupção.
“O governo tem que ter gestão fiscal responsável. Quando você trabalha com a gestão responsável você consegue diminuir deficit e gerar superavit para poder gerar riqueza para a população”, disse o candidato a reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) após o evento.
Para Odilon de Oliveira (PDT), é preciso conscientizar o servidor público sobre corrupção. “A principal maneira de se combater a corrupção é a postura e organizar e conscientizar os servidores e ser humano. Outro fator fundamental é a transparência. Tendo transparência o povo vai acompanhar o que acontece dentro do governo”, citou.
Ao fim do evento da OAB/MS, Junior Mochi (MDB) lembra que o ideal é evitar a corrupção e não somente combater após já ocorrido. “Todo governante que quer fazer um governo sério e transparente tem que assinar um pacto de evitar ações de corrupção, de dar transparência desde as suas contas de campanha, de fazer a prestação dentro daquilo que está estabelecido em lei. A campanha eleitoral na verdade diz o que é o candidato. Não temos que ter apenas ação de combate, temos que evitar a corrupção. Tem que abraçar a rede de controle antes dos atos públicos ter. Claro que tem que ter organismos para combater aquelas que venham acontecer, mas acho que o bom governante é aquele que previne e evita, fazendo o dinheiro ser aplicado nas finalidades corretas”, explicou.
Marcelo Bluma (PV) parabenizou a OAB/MS pela campanha que já foi realizada nas eleições de prefeito. “A OAB esta de parabéns sempre nessa caminhada em defesa da cidadania e dos direitos do cidadão. É uma oportunidade série de comprometer os candidatos, a campanha é um sucesso. Considero essa questão da cidadania a mais importante, porque nós precisamos que o cidadão entenda o significado da República e ele faça cumprir aquilo que é a República. Espero que o ato sirva para que todos os candidatos estejam comprometidos com o tema e depois, independentemente do resultado de quem vencer, a gente possa ter um governador sensível a essa questão. Com todas as mazelas que existem na Saúde, Educação e Segurança, para mim, a maior mazela é a da corrupção. Diminuir cada vez mais o desvio do dinheiro público”, afirmou.
O candidato Humberto Amaducci (PT) não participou do evento e justificou a ausência dizendo que participou de outros compromissos como candidato.
Mansour Karmouche, presidente da OAB/MS, ressalta que todo compromisso firmado hoje será cobrado posteriormente. “Essas ações já tinham sido iniciadas na campanha para prefeito. E agora nós ratificamos junto a campanha de governo. Por que da importância? É vir aqui publicamente, firmar um compromisso para que a gente possa efetivamente cobrar. Muitos políticos fazem promessas durante a campanha. As vezes apresentam planos de governo, mas não firmam compromisso efetivamente que vão cumprir essas metas, esses objetivos traçados. Compilamos tudo isso e fizemos com que eles viessem aqui passar essa mensagem para a nossa comissão e toda sociedade. Esse é o nosso papel, trazer para a sociedade garantias de que realmente essas pessoas que estão aspirando esse cargo, elas tem compromisso. Nós vamos cobrar futuramente caso algum deles não cumpra o que firmou aqui, caso vença a eleição. Mandar para Ministério Público, para ajuizar ações”, detalhou.
O termo de compromisso assinado pelos candidatos inclui oito pontos: cidadania, transparência, combate ao caixa 2, gestão, valorização da gestão participativa, meritocracia - combatendo novos cargos e nepotismo -, responsabilidade fiscal e combate à corrupção.