Política

FUNTRAB

"Se fizeram coisa errada, tem que pagar", diz Azambuja sobre operação da PF

Aliado de Odilon, investigado é candidato a deputado federal pelo PRB

Redação

28/09/2018 - 13h16

O ex-diretor-presidente da Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) e candidato a deputado federal, Wilton Acosta (PRB), já fez parte do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) e hoje é aliado da chapa de Juiz Odilon de Oliveira (PTB), ambos candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Em um evento contra a corrupção, os dois candidatos ao Executivo estadual comentaram as ações da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Estadual (MPE).

“Tem que ver em cima de quem que está sendo feito a operação. Então tem que buscar. Você nomeia uma pessoa para ela trabalhar direito e não para fazer coisa errada. Se fizeram alguma coisa errada, eles tem que pagar pelo que fizeram. De forma alguma [governo Azambuja é suspeito]. Para nós é muito tranquilo, agora tem que ver o que foi feito. Quando você trabalha com 70 mil servidores públicos, sendo 40 mil da ativa, você pode muitas vezes ter algum que possa fazer alguma coisa errada. E se fez errado tem que ser punido pelo que fez”, comentou Azambuja.

Já Odilon disse desconhecer a operação nesta sexta-feira e não quis fazer ligação entre o PRB [partido de Acosta] e sua candidatura. “A maior sigla partidária para mim é o povo, é a bandeira nacional. Não sabia dessa operação. Estive envolvido com entrevistas e visitas desde cedo. Agora, se isso for verdade, seja lá o partido que for, tem que haver punição, tem que haver enquadramento na lei. Estou sabendo disso agora. No meu governo, quais são os perfis para a composição: 1º ficha limpa, 2º perfil técnico e 3º o perfil de comprometimento com a respectiva área, com a sociedade e com o governo. Então quem se enquadrar nesses perfis, certamente poderão fazer parte do governo”, disse ao responder sobre as investigações chegarem em pessoas próximas.

OPERAÇÃO
A PF, em apoio à Promotoria do Patrimônio Público de Campo Grande, cumpriu na manhã desta sexta-feira quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de sequestro de veículo, relacionados às investigação sobre desvio de recursos públicos repassados à Instituição de Microcrédito Credquali, antigo “Banco do Cidadão”, ligada à Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab). Um dos alvos foi o candidato a deputado federal pelo PRB, Wilton Acosta, ex-presidente da Funtrab.

Na cada de Acosta, localizada no condomínio Residencial do Parque, em frente à sede do Ministério Público Estadual, no Parque dos Poderes. Três policiais chegaram por volta das 7 horas da manhã, em uma viatura descaraterizada. Cerca de uma hora depois, foram embora levando uma pasta.

O advogado Luiz Carlos Bueno acompanhou o cumprimento das ordens judiciais com Wilton e alegou que nenhum documento foi apreendido na residência. “Não localizaram documentos referentes à operação. Nenhum veículo foi apreendido no local”, disse Bueno.

De acordo com as investigações, entre o segundo semestre de 2016 e primeiro semestre de 2017, recursos da entidade teriam sido utilizados indevidamente para a aquisição de bens privados e pagamentos de despesas particulares de ex-dirigentes e membros do Conselho Deliberativo, alvos das buscas na data de hoje.

*Colaborou Renan Nucci

Economia

Governo prevê decreto do fim da escala 6x1 para segunda-feira

Regulamentação permitirá flexibilidade para organização de escalas

04/11/2026 22h00

Governo prevê decreto do fim da escala 6x1 para segunda-feira

Governo prevê decreto do fim da escala 6x1 para segunda-feira Lula Marques/ Agência Brasil.

Continue Lendo...

Política

Mendonça dá 15 dias para PGR analisar indiciamento de Vorcaro

Relatório da PF apontou prejuízo de R$ 2,7 bilhões no BRB

04/11/2026 21h00

Ministro André Mendonça

Ministro André Mendonça Divulgação / STF

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).