Política

ELEIÇÕES 2018

Puccinelli, Amorim e Giroto <br>não poderão votar

Ex-governador está preso há mais de dois meses

Izabela Jornada

05/10/2018 - 12h46

O ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (MDB) não poderá votar nessas eleições. A determinação partiu do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). Além de Puccinelli, estão presos há mais de dois meses na mesma cela do Centro de Triagem Anízio Lima, em Campo Grande, seu filho, o advogado André Puccinelli Júnior, o empresário João Kampre Amorim e Edson Giroto, todos réus na Operação Lama Asfáltica, que investiga crime de corrupção ativa e passiva, desde 2013. O advogado, sócio do Instituto Ícones, João Paulo Calves, também faz parte do grupo de investigados e se encontra detido no Presídio Militar.

Em 2010, o TRE desenvolveu projeto piloto na tentativa de disponibilizar urna eletrônica dentro do Presídio de Trânsito, mas não deu certo devido a baixa adesão, pois os interessados devem transferir o título para a sessão do presídio. Na ocasião, apenas 13 dos mais de 300 presos solicitaram a transferência.

Os presos provisórios têm o direito de votar, pois ainda não foram condenados pela Justiça, mas devido a baixa adesão o TRE determinou que não vai disponibilizar a urna para o Centro de Triagem em 2018.

De acordo com o que determina a Constituição Federal, por esse motivo o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) não foi autorizado a votar. Ele fez o pedido à Justiça, mas a solicitação foi negada por ele já estar condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

ELEIÇÕES
Puccinelli era o escolhido pelo MDB para ser o candidato ao Governo do Estado pelo partido, mas nas vésperas de registro de candidatura ele foi preso. Mesmo assim a cúpula do MDB acreditava que o "nome forte" do partido ia conseguir sair a tempo para disputar o pleito, o que não aconteceu. 

Diante das inúmeras negativas da Justiça para a soltura de André e com o fim do prazo para registro de canidatura, o partido decidiu lançar o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB), para concorrer ao cargo de governador do Estado. 

Mochi queria tentar a reeleição como deputado, mas decidiu aceitar o pedido e hoje está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos, apontando 7,77%.

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