Política

ELEIÇÕES 2018

Bolsonaro volta a acusar fraudes em urnas eletrônicas

Bolsonaro volta a acusar fraudes em urnas eletrônicas

Redação

08/10/2018 - 00h05
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Ao fazer um pronunciamento na internet após a definição do segundo turno contra Fernando Haddad (PT), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse suspeitar que só não foi eleito neste domingo (7) devido a fraudes com urnas eletrônicas.

Bolsonaro, contudo, não disse que irá questionar o resultado do pleito. Afirmou que vai "exigir soluções" do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as "inúmeras reclamações" que ouviu sobre funcionamento de urnas. "Lamentavelmente, o sistema derrotou o voto impresso", afirmou, em referência a uma de suas bandeiras.

"Se tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro presidente da República decidido no dia de hoje", afirmou, repetindo críticas às urnas.

Ele pediu para que "todos que estiveram comigo terão de continuar mobilizados até o dia 28", data do segundo turno. Agradeceu pela votação e prometeu que sua vitória irá garantir "a manutenção da Operação Lava Jato" e a venda ou extinção de 50 estatais no primeiro ano.

A seu lado estava o economista Paulo Guedes, já anunciado como seu ministro da Fazenda em caso de vitória.

Fez apelo por apoio a nordestinos e homossexuais.

Atacou, sem dar nome, o adversário Haddad. "Não queremos a volta desse tipo de gente. Sabemos com quem ele se aconselha", disse, em referência ao padrinho político do petista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi preso após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O núcleo da campanha viveu uma montanha-russa de expectativas ao longo do dia.

Baseado nas pesquisas do sábado, a vitória em primeiro turno era considerada remota e o candidato já começou a gravação de programas de TV –o horário eleitoral gratuito começa em 48 horas, e agora o deputado terá 5 minutos, e não 8 segundos, por bloco.

Ao longo do domingo, contudo, a maré mudou. A sucessão de bons resultados de aliados de Bolsonaro em estados-chave do Sudeste alimentou a esperança de que a onda em favor do deputado se convertesse em vitória.

Animou especialmente o desempenho de bolsonaristas no Rio e Minas. A divulgação da pesquisa de boca-de-urna e subsequente acompanhamento da divulgação de números do TSE derrubou o otimismo.

"Desbancamos figurões que achavam que, fazendo parcerias e acordos com grandes partidos, via televisão, ganhariam as eleições", afirmou Bolsonaro em sua primeira aparição pública desde que foi esfaqueado em Juiz de Fora, atentado que o tirou da campanha de rua desde o dia 6 de setembro.

Ele falou por cerca de nove minutos na seção eleitoral em que votou, em um colégio na Vila Militar, no Rio. Chegou sob forte esquema de segurança, pouco antes das 9h. Estava com dois filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o deputado estadual e agora senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), e por um enfermeiro.

Pai e filhos usavam coletes à prova de balas. Sua entrevista foi encerrada por um dos fiscais da zona eleitoral, que pediu que ele encerrasse sua fala para não atrapalhar o andamento das votações.
Bolsonaro repetiu que, se for eleito, não vai fazer negociação partidária. "No varejo, temos aproximadamente 350 parlamentares que querem estar conosco. Grande parte deles é de deputados honestos", afirmou. Bolsonaro disse que não poderá manter agenda de campanha na rua. "Estou bem, eu acho que estou 60% curado."

Ele passou a tarde de domingo em casa, com Guedes e outros integrantes de seu núcleo duro de campanha: os filhos, o ruralista Luiz Nabhan Garcia e o vice, general Hamilton Mourão (PRTB).

Apoiadores, perto de 300 no momento de maior presença, fizeram um ato em frente ao seu condomínio, na Barra da Tijuca. Eles expulsaram um repórter da TV Globo no local.

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