Eleição após eleição, áreas que são velhas conhecidas da população receberam a maior quantidade de críticas e observações durante enquete realizada ontem, pelo Correio do Estado, com os eleitores, assim que deixavam as seções de votação. Saúde, educação e segurança pública são, na opinião dos eleitores ouvidos pela reportagem, as que mais precisam de aperfeiçoamento.
Também ficou evidente que outras áreas importantes deixam a desejar e não agradam à população. No atual cenário político e social, mesmo aqueles que escolheram votar no atual governador acreditam na necessidade de mudanças substanciais e relevantes em todas as áreas.
No início de junho deste ano, o governo do Estado enviou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê receita de R$ 15,048 bilhões para o orçamento de 2019. A previsão significa crescimento de 3,6% em relação à receita bruta de 2018 – que é de R$ 14,497 bilhões – na economia do Estado para o próximo ano. A previsão de receita para 2020 é de R$ R$ 15,624 bilhões, subindo para R$ 16,300 bilhões em 2021.
A LDO tem a função de mostrar as diretrizes e planejamento inicial do governo estadual em relação ao ano que vem, que serão confirmadas ou modificadas na Lei Orçamentária Anual (LOA) que é enviada no final do segundo semestre, tendo toda a previsão de arrecadação, entrada de recursos, gastos, despesas, investimentos e repasses aos poderes.
A expectativa do pintor Antônio Pereira, 61 anos e morador da Vila Carvalho, é que os eleitos priorizem a segurança, seguida pela saúde e educação. “Tem que fazer o básico, o resto a gente corre atrás”.
O motorista Cosme Azuaga, 60 anos, avalia que as coisas estão mudando e o brasileiro está ‘acordando’ para a importância de votar certo. “O Brasil precisa de mais ação social para melhorar a qualidade de vida da população. Hoje estamos recebendo tanta gente de fora, mas estão esquecendo de nós”, defendeu.
Para o técnico em eletricidade, Romilto Corrêa Costa e a esposa dele, que é dona de casa, Lucimar de Araújo Costa, ambos de 57 anos e moradores do Jockey Club, agir a favor da população e ser ficha limpa são os principais pontos. “Espero que quem for eleito tenha vergonha e faça alguma coisa. Os que estão hoje é só decepção. O eleitor também defende a renovação total dos quadros políticos. Precisamos de sangue novo”, comentou Romilto.
Já Lucimar disse esperar uma grande mudança no cenário político a partir dos eleitos. “Acredito num avivamento. É preciso tirar tudo que é corrupto. Se depender de mim, não vou reeleger ninguém —os que já foram, dizendo que vão fazer, nunca fazem nada. Só estão votando contra o povo, massacrando a população”, completou.
A aposentada Benedita Barbeta Weiss Ilis, 71 anos, também elencou o que considera fundamental para os próximos governantes cumprirem em seus programas. “Tem que ser o tripé educação, segurança e saúde”, afirmou.
*Colaboraram Gabriela Couto e Tainá Jara