Política

ELEIÇÕES 2018

Governador Rui Costa confirma favoritismo e é reeleito na Bahia

Governador Rui Costa confirma favoritismo e é reeleito na Bahia

Redação

07/10/2018 - 20h30
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Confirmando o favoritismo construído durante a campanha, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi reeleito para mais quatro anos de mandato.

A vitória consolida um ciclo de 16 anos de governos petistas na Bahia, iniciado em 2007 e que será mantido até 2022. Também fará da Bahia o maior colégio eleitoral do país governado pelo PT nos próximos quatro anos.

Com 78% das urnas apuradas, Rui tinha 75,88% dos votos válidos, contra 21,81% de seu principal adversário, o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM).

Amparado por uma ampla coligação de 14 partidos, Costa consolidou seu favoritismo ao enfrentar uma oposição combalida após a desistência do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), em disputar o governo do estado.

Com uma estratégia de marketing bem sucedida, amparou-se na marca "Rui Correria" para colocar-se para o eleitor baiano como um gestor dinâmico.

Repetiu à exaustão o argumento de que manteve o nível de investimentos do estado mesmo num cenário de crise financeira, inaugurando obras como novos hospitais e a conclusão da segunda linha do metrô de Salvador.

Também teve como estratégia central a crítica ao governo Michel Temer (MDB), cujo mandato, segundo pesquisa Ibope, é desaprovado por 92% dos baianos.

O discurso deu certo: a aprovação de seu governo pelos eleitores cresceu de 61% para 74% no período de apenas um mês, também segundo pesquisas do Ibope.

A popularidade transformou o petista em cabo eleitoral. Se há quatro anos ele foi eleito dentro de uma estratégia de vinculação à figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, este ano foi o governador quem teve que amparar o presidenciável Fernando Haddad (PT), que era desconhecido da maioria dos baianos.

No campo da oposição, a candidatura de José Ronaldo (DEM) para a disputa do governo revelou-se uma aposta frágil.

Político com atuação restrita à região de Feira de Santana, teve como missão tornar-se conhecido do eleitorado em uma campanha curta e ainda enfrentou uma série de disputas internas dentro de seu grupo político.

Sem sucesso, adotou tom crítico em relação ao governo de Costa, apontando problemas como a falta de vagas para cirurgias em hospitais, o baixo desempenho das escolas estaduais e os indicadores que colocam o estado na liderança em mortes violentas do Brasil –foram 7.110 em 2017. A Bahia tem, ainda, 1,1 milhão de desempregados e outros 887 mil desalentados.

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