Política

16 DEPUTADOS

Coligação do PSDB terá maioria na Assembleia

Azambuja teria apoio da maioria e Odilon ficaria com minoria

A coligação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) elegeu 16 dos 24 deputados estaduais, enquanto a do juiz federal Odilon de Oliveira (PDT) ficou com dois representantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS). Ambos disputam o segundo turno. 

A reeleição de Azambuja assegura apoio da maioria absoluta na Assembleia Legislativa. A surpresa do governador foi a adesão do MDB à candidatura do juiz Odilon de Oliveira (PDT) no segundo turno. Mas ele acredita que se for reeleito o partido reintegrará a base política. O MDB elegeu três parlamentares. Aliança com os emedebistas garante ao eventual segundo mandato do atual governador maioria folgada no Poder Legislativo para aprovação de projetos de interesses do Executivo.

Azambuja poderia conquistar apoio não só do MDB. O PR e PRB já são aliados da atual administração. Eles foram adversários na sucessão estadual por opção eleitoral. O PR aliou-se ao MDB para apoiar a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi, ao governo do Estado. Portanto, a rivalidade foi apenas no campo eleitoral, e não no Legislativo.

A mesma situação é do PRB, braço da Igreja Universal do Reino de Deus, que chegou a integrar a equipe de escalões inferiores do governo de Azambuja. O partido aliou-se ao PDT do juiz Odilon por ter espaço para o senador Pedro Chaves concorrer à reeleição, porque no PSDB estava fechado com Nelsinho Trad (PTB) – eleito – e Marcelo Miglioli (PSDB). 

Chaves acabou desistindo da candidatura, deixando o partido na mão. Mas o PRB não deverá ficar na oposição na eventual administração de Azambuja, e muito menos na de Odilon.

Azambuja, diante desse cenário, não encontraria resistência política na Assembleia Legislativa para aprovação dos projetos do Executivo.

Já o juiz Odilon de Oliveira teria dificuldade com Legislativo se não abrir diálogo com os partidos da oposição. Odilon poderia ser forçado a oferecer concessões para construir base política na Assembleia.
Como já declarou a sua determinação de não dar cargos a partidos em troca de apoio no Legislativo, a dificuldade aumenta. Hoje, caso fosse eleito governador, ele teria bancada de apoio de apenas dois deputados. Eles são estreantes na política. Um deles é Jamilson Name (PDT), que seguirá a carreira do tio Jerson Domingos, um dos políticos mais influentes do Estado, sendo presidente do Legislativo por muitos anos. Hoje, Jerson é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Outro novato é Antonio Vaz (PRB), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Ele é uma das lideranças de expressão da Universal e poderá influenciar na decisão partidária de ajudar tanto Azambuja, caso reeleito, quanto Odilon, se for eleito governador.

Azambuja teria apoio de oito partidos da sua coligação no eventual segundo mandato. O PSDB elegeu a maior bancada, com cinco deputados – Onevan de Matos, Paulo Corrêa, Felipe Orro, Marçal Filho e Professor Rinaldo. Apenas Marçal está estreando na Assembleia Legislativa, porque os outros quatro foram reeleitos.

A grande sensação da eleição foi o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro. O partido elegeu dois campeões de votos – o Capitão Contar, da reserva do Exército, com 78.390 votos, e Coronel Davi, da Polícia Militar, com 45.903 votos. A participação deles pode ser fundamental tanto para ajudar na reeleição de Azambuja quanto na vitória de Bolsonaro em Mato Grosso do Sul.

O DEM, outro aliado de Azambuja, reelegeu os deputados Zé Teixeira e José Carlos Barbosa, o Barbosinha. Depois vem os partidos estreantes no Legislativo, o Solidariedade, com dois deputados Herculano Borges e Lucas de Lima. O Patriota vem com a reeleição de Lídio Lopes. Ele será representante do novo partido. 

O veterano deputado Londres Machado, que interrompeu a sua aposentadoria forçada da política para voltar à Assembleia pelo PSD, substitui a filha, Grazielle Machado, e voltará a ocupar o gabinete no qual sempre ficou como presidente do Legislativo. 

Antes de deixar a política com a derrota do então senador Delcídio do Amaral (na época, PT) ao governo do Estado, Londres ficou quatro anos agindo nos bastidores. Ele era candidato a vice-governador de Delcídio, em 2014.

O PTB será representado por Neno Razuk, filho da prefeita de Dourados, Délia Razuk, e de Roberto Razuk, que já foi deputado por vários mandatos.

O PP terá bancada de dois deputados: os estreantes Gerson Claro e Evander Vendramini.

Crise

Nelsinho Trad aponta preocupação com crise no Paraguai e possíveis reflexos em MS

Presidente do país vizinho renunciou ao cargo em meio à crise

05/11/2026 15h44

Nelsinho Trad

Nelsinho Trad Saulo Cruz/Agência Senado

Continue Lendo...

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).