Política

WHATSAPP

Em nota, PSDB-Mulher diz que não contratou serviços de envio de mensagens

Agência teria oferecido 80 milhões de disparos

Izabela Jornada

19/10/2018 - 14h06
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PSDB Mulher envia nota para esclarecer informações publicadas por meio de matéria veiculada pelo jornal O Globo em que apresenta denuncia de possíveis disparos ilegais de mensagens pelo WhatsApp com o objetivo de promover campanha do ex-presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).

Em nota, o PSDB-Mulher declarou que não contratou nenhuma empresa ou serviço de disparo de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral deste ano.

“Com os 30% dos recursos do Fundo Eleitoral garantidos pela justiça eleitoral às candidaturas femininas, as candidatas do PSDB-Mulher não só conseguiram financiar suas campanhas, como garantiram o aumento de sua representação tanto no Congresso Nacional, quanto nas Assembleias Legislativas dos estados. Muitas delas tiveram acesso a um “kit campanha” produzido pela mesma empresa que atendeu ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, o que ajudou a melhorar o desempenho eleitoral de nossas candidatas”, diz a nota que foi assinada pela presidente do partido, Yeda Crusius.

De acordo com a matéria do O Globo, a oferta do serviço foi feita pelo presidente da empresa DOT Group. Luiz Alberto Ferla e a proposta teria sido feita na sede do PSDB-Mulher, em Brasília, no dia 11 de julho. Ainda de acordo com o jornal, o PSDB declarou que não chegou a contratar o serviço.

A denúncia foi feita pelo consultor de marketing da campanha de Alckmin, Marcelo Vitorino e os disparos tinham a pretensão de alcançar até 80 milhões de pessoas.

Contudo, a Justiça Eleitoral permite envio de mensagens pelo aplicativo, porém apenas para contatos pré-cadastrados, não sendo autorizado envio de mensagens para contatos de terceiros.

O Jornal Folha de São Paulo também divulgou matéria declarando que empresários estariam pagando até R$ 12 milhões para enviar mensagens em massa contra o Partido dos Trabalhadores (PT) no segundo turno. Em consequência de tais declarações, os partidos PDT e PT entraram na Justiça contra o candidato à Presidência da República do PSL, Jair Bolsonaro.

Ainda de acordo com O Globo, o dono da empresa DOT teria confirmado a ida do grupo à reunião do PSDB-Mulher para apresentar pacote de serviços para candidatas do partido, mas que nega a proposta de disparo de mensagens para cadastros de terceiros.

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