Política

EM 2019

Simone Tebet é cotada para assumir presidência do Senado

Ela declarou que está sendo procurada por vários colegas de vários partidos

Bruna Aquino

19/10/2018 - 12h40

Primeira mulher a liderar a maior bancada do Senado, Simone Tebet (MDB) está sendo cotada para assumir a presidência do Parlamento a partir de 2019. A senadora declarou ao Correio do Estado que está sendo procurada por vários colegas de vários partidos e que a possibilidade está sendo debatida nos bastidores, apesar de considerar o momento prematuro para discutir o assunto. “Realmente acho que essa semana houve antecipação dessa questão. Não sei se foi por movimentação do Renan Callheiros (presidente do Senado), mas essa semana saiu no Valor Econômico e no Globo a respeito dessa questão”, declarou Tebet.

Porém a senadora disse que não tem se pronunciado sobre o assunto porque ainda não se reuniu com a bancada. 

Tebet disse também que por tradição a maior bancada indica um nome e depois a indicação é apreciada em plenário. “Essa tem sido uma tradição consolidada pelas últimas presidências e mais do que nunca manter as regras para dar maior estabilidade para o país”, reforçou a senadora. 

A expectativa de escolherem Simone para presidir o Senado aumenta com a possibilidade de o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ganhar as eleições de 2018. Isso porque o ex-presidente Renan Calheiros, outro nome ventilado para assumir o Senado, mesmo sendo do MDB, tem declarado apoio ao candidato à presidência Fernando Haddad (PT).

Em contrapartida, especulações de bastidores apontam que Renan já teria 40 votos a favor dele. Porém o senador afirmou que ainda é cedo para debater esse assunto e que “agonia é para fevereiro”.

Alguns sites divulgaram declaração de Renan em que o senador disse que não quer e não cogita ser presidente do Senado Federal. “Já fui quatro vezes. A presidência não pode ser um fim em si mesmo e não há escassez de bons nomes”, afirmou Calheiros ao site Brasil 247.

Para se eleger a presidente do Senado é necessário ter 41 votos, o mandato são de dois anos, 2019 a 2021.

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