Política

DECRETO

Em fim de governo, Temer institui força-tarefa de inteligência

Em fim de governo, Temer institui força-tarefa de inteligência

Redação

21/10/2018 - 12h46

A menos de três meses do fim de seu mandato, o presidente Michel Temer assinou decreto que cria um comitê para compartilhamento de informações e produção de relatórios entre órgãos de inteligência do governo federal.

O decreto, publicado na terça-feira (16), cria a Força-Tarefa de Inteligência. O texto diz que o objetivo é o "enfrentamento ao crime organizado no Brasil com as competências de analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas". 

Além da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), fazem parte do grupo, entre outros, a Receita Federal, as Forças Armadas, a Polícia Federal e o Ministério da Segurança Pública. As atividades serão coordenada pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Hoje, as estruturas de inteligência já fazem intercâmbio de informações e, eventualmente, reuniões de caráter informal. A criação do comitê, além de agilizar a troca de dados, dá autonomia administrativa para que os seus participantes façam missões oficiais, segundo pessoas envolvidas no decreto.

O grupo deve trocar informações envolvendo, por exemplo, facções criminosas, tráfico de armas e drogas, atividades terroristas e ataques cibernéticos. Segundo a legislação federal, organização criminosa é uma associação de quatro ou mais pessoas com o objetivo de obter vantagem mediante a prática de infrações penais.

As ações e princípios do grupo serão regidos por uma norma geral, que ainda está em processo de elaboração. A ideia é que esteja em consonância com a Política Nacional de Inteligência, que define os parâmetros e limites de atuação na área.

Segundo assessores e auxiliares presidenciais, o comitê de inteligência foi criado em uma última tentativa de Temer de imprimir a marca de que priorizou nos últimos dois anos a área da segurança pública, principal carro-chefe da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), além de estabelecer uma espécie de legado para seu sucessor. Eles excluíram, por exemplo, a possibilidade de movimentos sociais serem investigados pela iniciativa.

A intenção do presidente é de que a estrutura seja mantida pelo seu sucessor, que tem o poder de revogá-la.
A reportagem enviou questionamentos ao ministro Sérgio Etchegoyen, do GSI, que não respondeu.

O jornal perguntou, entre outras coisas, as razões que levaram o Planalto a criar essa força-tarefa nesse poucos meses de mandato do presidente e se algum episódio recente levou a essa medida. A reportagem questionou ainda qual o critério para a força-tarefa definir "crime organizado" e se haveria risco de investigação de movimentos sociais.

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).