Política

ELEIÇÕES 2018

Custo de campanha para governar o Estado passa de R$ 5,5 milhões

Azambuja já investiu R$ 3,685 milhões para continuar no Executivo, e Odilon gastou R$ 1,8 milhão

A cinco dias do segundo turno, candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul já gastaram R$ 5.555.643,61 durante a campanha. Esse é o valor do total de despesas contratadas pelos políticos até hoje, mas não do total pago às empresas que prestaram serviços. Os dados são do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e os números podem mudar, pois os candidatos que foram para o segundo turno têm até 17 de novembro para realizar a prestação de contas.

O governador e candidato à reeleição, Reinaldo Azambuja (PSDB), foi o que mais gastou até o momento. Ele recebeu R$ 3.240.064,00 de recursos,  sendo R$ 2,5 milhões do Fundo Partidário Nacional e R$ 727.500 mil de doação de pessoas físicas.

Na campanha, Azambuja gastou mais do que recebeu: R$ 3.685.388,95 em serviços. Desse total, já foram pagos R$ 2.323.817,78, para as empresas contratadas.

No ranking de doações, em primeiro lugar, aparece o produtor Roberto de Oliveira Silva Junior, que doou R$ 150 mil para campanha do governador. Em segundo lugar, aparece o filho de Azambuja, Rodrigo Souza e Silva, com transferência de R$ 100 mil; o empresário João Leopoldo Samways Filho também doou R$ 100 mil; e José Wagner Meneghetti contribuiu com R$ 70 mil.

O maior gasto da campanha de Azambuja continua sendo com uma empresa de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com um total de R$ 586 mil. Em comparação com o dia 4 de outubro, houve aumento no gasto com material impresso, que pulou de R$ 191.050,00 para R$ 198.600,00. Também houve crescimento com gastos de táxi-aéreo, de R$ 111 mil para R$ 179 mil.

Na relação de gastos declarados, a campanha de Azambuja repassou R$ 151.500,00 para a campanha ao Senado Federal, de Marcelo Miglioli (PSDB). Foi contratada uma empresa de marketing digital pelo custo de R$ 150 mil, mesmo valor pago para impulsionamento de conteúdo no Facebook. Com a empresa que produz publicidade de adesivos, o valor gasto foi R$ 130.875 mil e para publicidade em materiais impressos, R$ 104.190,00.

PDT

Adversário de Azambuja, o juiz Odilon de Oliveira (PDT) recebeu para disputar o segundo turno R$ 2.058.976,00. Do Fundo Especial do partido, foram repassados para ele R$ 2.008.000,00. Para a campanha do juiz, pessoas físicas doaram R$ 38.300,00.

Até o momento, foram contratados R$ 1.870.254,66 em despesas e pagos R$ 1.476.503,02. Em comparação com o dia 4 de outubro, Odilon tinha contratado serviços pelo valor de R$ 1.758.117,20. Porém, ele tinha recebido R$ 1.556.581,00. Para o segundo turno, o partido nacional transferiu quase R$ 500 mil a mais.

Entre as maiores despesas na campanha do juiz está o gasto com empresa que produz materiais impressos, no valor R$ 460.240,00. Com contabilidade, Odilon gastou R$ 200 mil; pagou R$ 190 mil para produção de programas de rádio, televisão ou vídeo e, para o mesmo trabalho de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, só que empresa diferente, pagou R$ 150 mil.

Também foram contratados serviços advocatícios, totalizando valor de R$ 150 mil; produção cinematográfica, R$ 120 mil; monitoramento de desempenho das redes sociais R$ 70 mil; e publicidade por adesivos, R$ 56.100,00

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