Política

ELEIÇÕES 2018

Mesários esperam um segundo turno mais tranquilo e rápido no Estado

Urnas eletrônicas começaram a ser entregues ontem para presidentes de mesa

Os mesários de Campo Grande confiam em uma votação mais tranquila e rápida no segundo turno. A reportagem do Correio do Estado esteve na Escola Mariluce Bittar, localizada no Bairro Guanandi, na Capital, durante a entrega das urnas.

No local, 307 máquinas que atendem o bairro e a região devem ser entregues, até as 17h de hoje, aos presidentes de mesas receptoras de votos. Até a tarde de ontem, já tinham sido entregues 100 urnas e os materiais de votação/justificativa que serão utilizados no segundo turno, no dia 28 de outubro.

Segundo o chefe de cartório, Wilson de Alencar Borba, com as urnas, os presidentes de mesa estão recebendo um caderno com orientação para atuar no dia da eleição. 

A retirada das urnas deverá ser feita excepcionalmente até amanhã (26). “No sábado, todos os presidentes de mesa deverão estar com as urnas”, declarou.

Em Mato Grosso do Sul, já foram preparados 6.533 urnas, 1.444 contingência, no total de 7.977 urnas. Somente na capital, são 2.091 urnas de votação e 179 de contingência.

O autônomo Sidney Alves da Silva, 49, é presidente de mesa há mais de 20 anos, na Escola Estadual Delmira Ramos dos Santos, no bairro Coophavilla II. Ele considera uma satisfação o trabalho de mesário e leva a urna para casa com todo cuidado. 

Segundo ele, o segundo turno será mais tranquilo, pois serão dois candidatos para o eleitor escolher. “O primeiro turno foi bem tumultuado. Tiveram reclamações da urna, da mudança com a biometria, uns ficavam desconfiados, muitas digitais não faziam a leitura e outros que não viam as fotos dos candidatos porque votavam muito rápido”.

Sidney garante que a votação é segura. “Tem muita denúncia da internet de falsificação, mas a gente vê que é muito confiável a votação porque nós acompanhamos de perto como funciona”.

O presidente de mesa explicou que algumas urnas são mais antigas e por isso, o processador é lento. “Teve um número grande de candidatos no primeiro turno. Os eleitores digitavam muito rápido o número dos candidatos e as fotos não apareciam. A gente orienta a votar devagar. Mas agora vai ser mais tranquilo porque são dois candidatos apenas”. 

A funcionária pública Lenilda Oliveira Marques, 43, é mesária há 10 anos e presidente de mesa há quatro, na Escola Plínio Mendes dos Santos, no bairro Guanandi. Ela também acredita que a votação no segundo turno será mais rápida. “Vai ser mais rápido pela quantidade de candidatos. O primeiro turno foi mais lento por causa da biometria, pois muita gente não tinha digital. Teve gente que ficou duas horas na fila”.

 

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