Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul discutem em tribuna sobre o fim do programa Mais Médicos anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
O petista Pedro Kemp declarou estar preocupado com a influência do governo americano no Brasil. ”O povo cubano tem autoestima e não se ajoelha diante do imperialismo norte americano”, disse.
Para ele, Bolsonaro agiu errado ao colocar condições para que o programa continue no país. “Não posso me calar diante dessas patifarias que o Bolsonaro está fazendo antes mesmo de assumir. Vejo que serei uma voz solitária aqui na casa”, lamentou o petista.
A preocupação maior do parlamentar é sobre quem serão os profissionais que preencherão as 8.300 vagas de médicos cubanos no Brasil.
“Os índios, os pobres que vão sofrer e eu vou cobrar. Agora vai ficar mais fácil de cobrar porque o ministro é o Mandetta”, declarou, se referindo a Luiz Henrique Mandetta que será nomeado ministro da Saúde.
O deputado Paulo Siufi MDB, primo de Mandetta, defendeu que o novo ministro “vai tirar isso de letra” e que “qualquer médico aceita ir para o interior trabalhar por R$10 mil”, garantiu o parlamentar que também é médico.
O deputado Barbosinha fez uso da tribuna e criticou opinião de Kemp. “Vossa excelência faz previsão do que poderá acontecer, mas não tem avaliação correta. Aquele país vive profunda ditadura e eu tenho conversado com médicos cubanos, eles não querem voltar para o país deles, querem asilo em países capitalistas”, finalizou.