O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira (1º) não considerar que tenha havido conflito de interesse ao pegar carona em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) a convite do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).
O magistrado se deslocou do Rio de Janeiro a Brasília para participar da posse do presidente empossado, Jair
Bolsonaro, na companhia do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.
"Eu acho que não [tem conflito de interesse] Sou uma autoridade federal", disse, ao chegar ao Palácio do Planalto. "Não se esqueça que sou juiz de primeira instância", acrescentou.
Bretas, que ao longo da campanha eleitoral curtiu postagens do novo presidente nas redes sociais, disse estar "muito satisfeito" com o momento atual do país. "Parabenizo quem está assumindo e desejo muito que dê certo", afirmou.
O magistrado é cotado para ser indicado por Bolsonaro a uma das próximas vagas a serem abertas no STF (Supremo Tribunal Federal).
Os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello completarão 75 anos em 2020 e 2021 e terão de deixar o cargo. As vacâncias ocorrem no período de mandato de Bolsonaro -o presidente é responsável pela indicação a ser submetida ao Senado.