Política

MILITARES NO PODER

Cabo e Coronel disputam o comando da Comissão de Segurança Pública

David conta com apoio do Capitão Contar, do Exército, para conquistar a presidência

Cabo e coronel da Polícia Militar disputam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a função de presidente da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social. Tanto Coronel David (PSL), quanto Cabo Almi (PT)  não abrem mão da vaga. Devido à proximidade com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e por ter propostas em relação à segurança, especialmente na fronteira do Estado com países vizinhos, David almeja a presidência. Já Almi, alega ter experiência no cargo, já que o presidiu no último mandato.

Cabo Almi é policial militar e Coronel David é ex-comandante da Polícia Militar. Por ser do mesmo partido de Bolsonaro, David tenta convencer o colega a desistir da disputa. “Estou tentando conversar com Almi sobre ele abrir mão, pois eu tenho mais afinidade com o Governo Federal”,afirmou.

O deputado do PSL defendeu também que já adiantou vários assuntos, inclusive na questão da segurança na região de fronteira com Bolsonaro e que o presidente garantiu recursos e um olhar mais sensível para a situação. “Vou conversar com Almi, estou sabendo que ele já está atrás de votos”, declarou David.

A comissão terá cinco integrantes, e os indicados para compor o grupo, além dos deputados que estão concorrendo à presidência, são os parlamentares Marçal Filho (PSDB), Contar e José Carlos Barbosa (DEM), o Barbosinha. 

O deputado do DEM chegou a garantir que abre mão da vice-presidência para que os dois concorrentes entrem em acordo. “Existe consenso para que eu seja o vice, em razão da minha atuação na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública [Sejusp], mas eu abro mão para que eles se entendam”, declarou Barbosinha, que está sinalizando voto em favor de Almi.

Anteriormente Coronel David havia sido convidado para ser secretário da Sejusp, mas ele não assumiu, e Barbosinha acabou saindo da Assembleia para ocupar a pasta. Com a saída de Barbosinha do Legislativo, David ficou no lugar do deputado, como suplente.

Com voto de Barbosinha para Almi e o voto de seu correligionário Capitão Contar para David, o deputado Marçal Filho será, pela terceira vez, o voto minerva em votações que aconteceram neste ano, no Legislativo.

A primeira oportunidade foi dentro do PSDB, quando Marçal teve de escolher entre Onevan de Matos e Paulo Corrêa, para assumir a presidência da Casa de Leis. A segunda vez foi na eleição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), em que o tucano teve de decidir pelo voto a favor de Lídio Lopes (Patriotas) ou João Henrique Catan (PR). Lopes é integrante do G-9, enquanto Catan é do G-10.
Marçal já adiantou que não decidiu ainda em quem vai votar e que voto minerva parece ser seu “destino”. “Segurança é uma questão que muito me interessa. É uma das maiores demandas, principalmente da minha região [Dourados], que é próxima da fronteira. Por isso, quero refletir bem sobre essa decisão”, adiantou ele.

Porém, Cabo Almi está irredutível e defendeu que tem experiência na área. “Vou buscar meus votos”, disse o petista que ficou à frente da comissão como presidente, na última legislatura.

 

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