Política

STF

Recurso é negado por ministro e Bernal continua inelegível

O ex-prefeito adiantou que vai recorrer da decisão

Izabela Jornada

18/02/2019 - 09h55

Recurso do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Roberto Barroso e ele continua inelegível. Na decisão, o ministro alegou que nega seguimento ao recurso apresentado por Bernal e que o pedido não terá efeito suspensivo.

Em outubro de 2018, a candidatura do ex-prefeito tinha sido suspensa após ação impetrada pela coligação Amor, Trabalho e Fé, que tentou eleger o então presidente da Assembleia Legislativa deputado Júnior Mochi (MDB) ao Governo do Estado. 

O argumento para a ação é que o progressista foi cassado pela Câmara Municipal em 2014. Por isso estaria inelegível por oito anos.

O pedido de impugnação da candidatura do ex-prefeito já havia sido feito nas eleições de 2014, quando ele concorreu ao Senado, graças a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, mas não foi eleito. Porém, segundo o texto, a medida não vale para as eleições de 2018 e por isso a necessidade de novo processo.

Bernal, segundo o pedido, estaria inapto não só a concorrer a cargos eletivos mas também a ocupar qualquer cargo público. Assim que foi cassado pela Câmara, o ex-prefeito entrou na Justiça, que anulou os efeitos da cassação.

A Câmara Municipal recorreu na ocasião e o recurso foi acatado pelo Tribunal de Justiça que reconheceu como válida a cassação do ex-prefeito.

Em 2013, a Câmara Municipal de Campo Grande abriu comissão processante contra Bernal, alegando que ele não autorizou pagamentos a empresas prestadoras de serviço da prefeitura, que ficou conhecida como CPI do Calote.

Em  março de 2014, Bernal foi cassado por 26 votos contra 3 e deixou o cargo. Após decisão judicial, ele retornou à prefeitura em agosto de 2015.

Bernal também conseguiu concorrer nas eleições municipais de 2016, quando ficou em terceiro lugar, com cerca de 111 mil votos.

SUPLENTE

Bernal assumiria o lugar da ministra da Agricultura Tereza Cristina (DEM). Isso porque o ex-deputado federal Geraldo Resende (PSDB) não ocupou seu lugar como primeiro suplente da ministra por aceitar cargo no Governo do Estado, assumindo a Secretaria de Saúde. Como Bernal ficou inelegível, a segunda suplência ficou para Beatriz Cavassa (PSDB). A deputada tomou posse no último dia 6 de fevereiro. 

RECORRER 

Bernal declarou que vai apresentar agravo e disse que a decisão do ministro cabe recurso. "Não tive acesso ainda a decisão, mas cabe recurso e eu acredito na Justiça", adiantou.

Se o recurso do ex-prefeito for aceito, Bia Cavassa deve perder o lugar para Bernal.

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

master paraguaio

Oposição pede impeachment de presidente do Paraguai

Pedido está sendo feito depois do escândalo financeiro que fechou o Ueno Bank e afetou 3 milhões de correntistas. Peña era acionista do banco

05/11/2026 06h55

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Agência do Banco Ueno em Pedro Juan Caballero

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).