O juiz federal aposentado e ex-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira (PDT) ameaçou deixar o partido caso não tenha espaço nas eleições municipais de 2020. Oliveira pretende ser candidato a administração de Campo Grande, porém dentro da sigla terá que disputar espaço com o deputado estadual Jamilson Name.
“Com relação a ficar no partido ou não depende do partido e do cenário que tiver traçado a partir do final deste ano. Não tenho como contar só como filiado, mas como ex-candidato também. Se o partido não tiver nenhuma pretensão política para mim, eu saio”, disse.
Derrotado por Reinaldo Azambuja (PSDB) nas urnas, Odilon conseguiu vencer o então presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), Junior Mochi (MDB), Humberto Amaducci (PT), Marcelo Bluma (PV) e João Alfredo (PSOL) e foi para o segundo turno. Ele teve 47,65% dos votos no segundo turno, representando a preferência de 616.422 eleitores.
Ao contrário de Odilon, Jamilson teve mais sucesso em sua primeira disputa eleitoral. Ele foi o terceito mais votado para ocupar uma cadeira no legislativo estadual e foi o preferido de 33.870 eleitores.
Quando perdeu para Azambuja, Odilon disse que ia começar sua caminhada para chegar o Executivo municipal, após quatro meses do pleito de 2018 ele é mais cauteloso. Odilon disse ainda que não deve compor chapa como vice-candidato e caso não consiga lançar seu nome aos eleirores vai declarar apoio.
“O que posso dizer é que é possível. Posso deixar a sigla. Se não tiver interesse, com interesse meu. Meu interesse é construir a vida política. Como vice eu não quero, nem prefeitura e nem governadoria. Quero mostrar meu trabalho, não garanto e não descarto que saio candidato. O que é certo é que vou ter como atuação forte. Como candidato ou apoiando alguém que atenda os interesses da
comunidade”, destacou.
A pretensão de Odilon querer ser o nome do PDT para a administração de Campo Grande não incomoda Jamilson Name. O deputado de primeiro mandato disse que sefor da vontade do partido, ele seria vice de Odilon ou cabeça de chapa.
“Temos uma reunião marcada para terça-feira. O PDT fez uma campanha bonita é um partido de centro-esquerda tem que mostrar o valor do trabalho, da educação. Não acho que teria um racha, eu aceitaria ser vice do dr Odilon. Seria uma honra. Não tenho nenhuma dificuldade”, ressatou.
Jamilson não descarta abandonar o cargo na ALMS sem terminar seu primeiro mandato para assumir o Executivo. Ele destacou ainda que para 2020 o PDT deve estar mais alinhado para não se prejudicar nas eleições, ponto que considerou importante para a falha de Odilon nas urnar.
“É a primeira vez que assumo um cargo eletivo, mas se o partido escolher que tenho que ser candidato eu vou. O Odilon é meu amigo, tem que ser uma candidatura de união. Temos que caminhar no mesmo caminho, ter diálogo. Faltou um pouco isso na eleição dele, ano passado”.