Política

PRESIDÊNCIA

"É como um segundo não", diz Rose sobre nome de Azambuja

Deputada federal quer presidir partido e governador deve interferir em eleição

Redação

18/03/2019 - 04h00

A deputada federal Rose Modesto está insatisfeita com a possibilidade de o governador Reinaldo Azambuja assumir a presidência regional do PSDB  em nome do consenso para evitar uma suposta disputa dela com o atual coordenador do partido, o deputado federal Beto Pereira.

A parlamentar foi enfática ao responder indagação do Correio do Estado sobre esta terceira via para comandar o partido. “Respeito a decisão do partido de lançar o governador para acabar com a disputa. Mas entenderei como um segundo não do PSDB para mim“. De acordo com a deputada, na eleição anterior o consenso foi obtido quando ela abriu mão da disputa, preocupada em assegurar que o partido saísse fortalecido.

Em 2017, quando Beto Pereira assumiu a executiva estadual do PSDB, Modesto também tinha o interesse, porém desistiu para que houvesse um consenso para que o parlamentar presidisse a sigla. 

 

Novamente com o nome à disposição, Rose Modesto enfrenta dificuldades porque seu colega de bancada na Câmara dos Deputados quer permanecer no cargo. 

A deputada afirma que manifestou interesse em assumir a presidência da legenda com o apoio de várias lideranças do ninho tucano. 

O argumento para pleitear o cargo é de que parte dos tucanos defende a alternância no comando do partido, em busca de renovação. 

No início do mês, a deputada afirmou que “são os tucanos que querem uma alternativa para o partido. Boa parte deles quer esse caminho e eu me sinto preparada pela trajetória que construí ao longo de minha militância no partido”, enfatizando que o resultado das últimas eleições – quando foi a mais bem votada no Estado, com 120 mil votos – a credencia para a função de presidir o PSDB regional, uma vez que a população sul-mato-grossense demonstrou que ela estaria no caminho para fortalecer o PSDB.

Nesse mesmo período, Beto Pereira colocou o seu nome para concorrer à reeleição, fazendo com que a disputa seja acirrada, já que nos próximos dias começam as eleições nos diretórios municipais. 
Para evitar um racha no partido, está sendo cogitado nos bastidores o nome do governador Reinaldo Azambuja para assumir a legenda, porém, em reunião da Comissão Eleitoral do PSDB realizada na noite de terça-feira (12), o presidente da Assomasul, Pedro Caravina, e o deputado estadual Felipe Orro afirmaram que, embora o governador seja um bom nome, o ideal é buscar o consenso entre Beto Pereira e Rose Modesto.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, dos cinco tucanos, Rose tem o apoio de declarado de dois – seu colega Marçal Filho e seu irmão, Rinaldo Modesto. O deputado Onevan de Matos não declarou seu apoio, mas informou estar mais simpático à escolha de Rose. Felipe Orro disse que não foi procurado por nenhum dos dois colegas, e o presidente da ALMS, o tucano Paulo Corrêa, ainda não se manifestou sobre o assunto. 

“Eu não acho que o governador deve assumir o partido, porque ele tem muitas atribuições, mas, com certeza, ele é o maior líder e terá um consenso no nome dele, se ele quiser”, destacou Marçal. 
Mesmo com as informações de bastidores de que poderia ser o nome tucano para assumir o ninho, Azambuja disse, por meio da sua assessoria, que deve haver um consenso. 

“O partido precisa seguir unido e criar musculatura suficiente para chegar com boas chances de vitórias às eleições municipais do próximo ano. Não temos preferências”, disse o governador Reinaldo Azambuja.

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