O articulador político e assessor especial do Governo do Estado, Carlos Alberto Assis, disse que o impasse entre os deputados federais Rose Modesto e Beto Pereira sobre a presidência do PSDB em Mato Grosso do Sul deve ser resolvido até o fim de março para que não seja necessária uma intervenção da direção do partido.
A situação no ninho tucano tem preocupado os integrantes do partido. O atual presidente, Beto Pereira, quer continuar no cargo alegando que fez um bom trabalho com a reeleição de Reinaldo Azambuja (PSDB) ao governo do Estado e também com o aumento da bancada tucana na Câmara dos Deputados.
Rose Modesto alega que já recebeu um não do ninho tucano em 2017 quando colocou o nome à disposição para presidir a sigla, porém em consenso cedeu para que Beto assumisse o posto e caso houvesse uma intervenção ela entenderia como um segundo não do diretório.
Sem a possibilidade de um consenso em 2019, está sendo cogitada a hipótese do governador Azambuja, ser o presidente da agremiação.
“A minha opinião é de que não seria necessário ele ter mais esse encargo, eu acredito no consenso e conheço muito os dois. Eles estão brigando por uma causa justa e, quando o diretório do PSDB decidir o prazo para chegar ao consenso, vai ficar em paz no ninho tucano. Tem de terminar março com tudo arrumado e calmo no ninho”, destacou Assis.
Ex-secretário de Administração do governo do Estado, Assis foi coordenador das campanhas de Reinaldo Azambuja no primeiro e segundo mandato da administração estadual, além da candidatura de Rose Modesto para a Prefeitura Municipal de Campo Grande em 2016.
“Eu estive com o governador hoje e até tocamos nesse assunto, ele acredita que terá o consenso entre os dois, mas, caso não tenha, vamos intervir, o PSDB. Com lideranças partidárias sempre houve consenso dentro do ninho”.
O governador voltou a afirmar que é importante manter o partido unido, visando às eleições municipais de 2020, e destacou que o momento pede maturidade dos integrantes da sigla.
“É importante ter um entendimento coletivo. O nome é o que menos importa, o mais importante é a união. Ano que vem, o PSDB tem uma missão, que é disputar eleição pela primeira vez sem coligação. Agora acabou coligação para todos os partidos. Eu acho que é o momento de maturidade, a gente entende essas disputas, já passei por isso também, mas no entendimento conseguimos unir forças”, ressaltou.
Azambuja disse ainda que o partido atualmente está forte, com 40 prefeitos em Mato Grosso do Sul, além de vereadores, deputados estaduais e federais. O chefe do Executivo destacou ainda que não é apenas o presidente que tem destaque dentro do partido.
“Não é só o presidente que administra, tem os outros cargos do diretório da Executiva. Espero que possamos olhar para 2020 com a importância que tem. É uma eleição sem coligação, tem de preparar nos 79 municípios para poder eleger vereadores”.