Política

CRISE POLÍTICA

PDT está em "pé de guerra" na Capital

Odilon Júnior renuncia a presidência, Jamilson critica falta de comando e Yves ataca pai e filho

O clima no PDT é de “guerra” com lideranças trocando acusações e ameaças de debandada. O reflexo do conflito provocou a renúncia do vereador Odilon de Oliveira Júnior, o Odilonzinho, da presidência do partido em Campo Grande. Ele evitou expor as divergências com o presidente regional do PDT, deputado federal Dagoberto Nogueira, na carta-renúncia “em caráter irrevogável”. Alegou apenas “por questões de foro íntimo”.

Mas na página do ex-presidente municipal do PDT em 2016, Yves Drosghic, não poupou o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira - candidato a governador nas eleições de 2018 - e o filho, vereador Odilon Júnior, de duras críticas. Yves diz lamentar a postura do juiz aposentado. “O diretório estadual está ativo e atuante. Fizemos reunião mês passado para avaliar o quadro estadual e ele foi convocado junto com seu filho e não compareceram”, postou Yves.

Ele comentou ainda sobre declarações da saída do pai e filho do partido. E criticou, também, atuação do Odilon Júnior no comando da agremiação. “Pior, que não organiza o PDT de Campo Grande é justamente o vereador Odilon Jr, que simplesmente sumiu do partido e o deixou acéfalo. Casa de ferreiro, espeto é de pau”, atacou.

Mas o vereador evitou polemizar. “Não, não é isso não. Além do partido tocar a escolha ideológica com liberdade, eu tenho também questão pessoal para resolver”, comentou. “Vamos pensar em uma estratégia para eleições municipais. Só posso sair na janela, por enquanto vou cumprir o estatuto, só não posso me atrelar as questões partidárias no momento”, argumentou Odilon Júnior. Ele disse estar a procura de um partido com alinhamento de “centro” para ingressar. “É isso que busco em uma agremiação. Eu vou esperar a janela para ver o que fazer, tem que ver como está o cenário político, se meu pai será candidato (a prefeito) ou não”, ressaltou.

O deputado estadual Jamilson Name disse não estar sabendo da confusão e criticou a falta de comando no partido. “Eu não estou sabendo de nada, porque infelizmente o PDT é regido por Sérgio Castilho, que é o primeiro secretário e ele não nos informa”, comentou.

“É muito complicado, porque muitas vezes ele (Sérgio) faz a revelia do deputado Dagoberto (presidente do PDT). Então quem comanda todo o partido é o Sérgio Castilho”, observou Jamilson.

O deputado observou, ainda, que a Executiva do PDT é “composta por funcionários de Dagoberto, lotados no gabinete dele (da Câmara dos Deputados)”. Para Jamilson, isso inviabiliza qualquer discussão contrária a Dagoberto. “Aí é complicado né, como vai votar algo contra o presidente, sendo que trabalham para ele?”, questionou.

Ele considera complicada demais as pessoas que cercam Dagoberto, porque só atrapalham o trabalho de fortalecimento do partido. O parlamentar evitou entrar no mérito da crise no partido, mas reprova essa postura de isolar as novas lideranças em destaque. “As divergências têm de resolver dentro de casa. E ali não. Ali extrapolou um pouco”, afirmou.

Jamilson criticou, também, a postura de Yvesque atacou o pai e filho (Odilon) na rede social. “Até o próprio Yves que entrou nessa bola dividida é mais funcionário do Dagoberto. Se entrar no Portal da Câmara está lá, que ele é funcionário”, assinalou. E questionou: “Que voto o Yves tem? Que voto o Sérgio tem? Dr. Odilon teve voto. Yves não se elege nem para vereador. O partido tem que ser regido por político e não por funcionários de políticos”, alertou.

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