Maioria dos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul declararam ser contra a manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) no Ministério da Economia e colaboraram com o número de parlamentares sul-mato-grossenses que apoiaram o pedido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de mudar o Conselho para o Ministério da Justiça, sob comando de Sérgio Moro.
A votação ocorreu ontem e maioria dos deputados federais da Câmara dos Deputados derrubaram a proposta do Governo Federal. Apenas Bia Cavassa (PSDB), Beto Pereira (PSDB) e Vander Loubet (PT) votaram contra a mudança do conselho para o Ministério da Justiça e os demais deputados federais votaram a favor da proposta do governo .
O deputado Coronel David (PSL) disse que considerou uma grande perda. “A oportunidade de aproximar o COAF do Ministério da Justiça é aquilo que o Moro se propôs no governo, fazendo parte do poder Executivo, de instrumentalizar e agilizar as investigações em curso no que se refere à lavagem de dinheiro” disse David .
Outro deputado que também é a favor da mudança do COAF de ministério é o parlamentar Márcio Fernandes (MDB). “Deveria ficar com Moro sim, essa é minha opinião”, limitou-se a dizer.
Apesar dos seus correligionários Bia Cavassa e Beto Pereira terem votado contra o COAF ser transferido para o Ministério da Justiça, o deputado do Marçal Filho declarou voto favorável à mudança do Conselho. “Se eu tivesse lá, manteria no Ministério da Justiça, mas também não sei porque tanta celeuma em cima disso, até porque vejo que não vai mudar nada, o Guedes e o Moro continuarão atuantes”, afirmou Marçal .
O tucano salientou também que é necessário respeitar o executivo, pois a mudança faz parte da visão de estrutura do governo.
O deputado João Henrique Catan (PR) também compartilha da mesma ideia que Marçal. “É programa de governo e deve prevalecer. Eu daria força e sustentação para o governo. Tenho visto em várias votações criando dificuldades”, afirmou.