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PT tinha conta corrente com a OAS, diz ex-diretor da Petrobras

PT tinha conta corrente com a OAS, diz ex-diretor da Petrobras

Redação

12/07/2019 - 22h00
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O ex-diretor da Petrobras Renato Duque afirmou, em interrogatório nesta quarta-feira, 10, que o PT tinha uma conta de propinas com a OAS. O depoimento do ex-diretor corrobora com os relatos de executivos da empreiteira. No mesmo relato, ele afirma ter ficado com R$ 1,5 milhão que iria para o PT, em troca de não retardar a construção e o aluguel da Torre de Pituba, sede da Petrobras em Salvador.

Ele é um dos réus em ação penal referente à 56ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Sem Limites, que aponta fraudes e propinas de R$ 67,2 milhões na construção do edifício. Segundo a Procuradoria, os desvios teriam abastecido campanhas petistas. O fundo de pensão Petros se comprometeu a realizar a obra, e a Petrobras a alugar o prédio por 30 anos.

Duque afirmou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto o procurou para tentar inserir a OAS nas obras, e que teria pedido ajuda. "Quando essa discussão não caminhava bem, o Vaccari interferiu e disse para Leo (Pinheiro): 'Leo, faz o contrato com ele e se for o caso desconta da conta que vocês têm com o PT'", afirmou.

"Pelo que eu entendi eles tinham uma conta corrente, várias obras da OAS no Brasil inteiro, não só a Petrobras, entendi assim, e tinha um montante a ser pago para o partido, então o Vaccari pediu que o Leo fizesse o contrato e descontasse esse dinheiro desse montante à receber", relatou.

Em 2009, Duque diz ter sido avisado por Vaccari que a Petrobras iria alugar um prédio da Petros em Salvador. "Para minha surpresa, ele já sabia que isso seria feito e que quem iria construir esse prédio seria a Odebrecht", disse.

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