Política

"Rachadinha"

Deputado estadual do PSL atende telefone de sócio de Flávio Bolsonaro

Anderson Moraes respondeu a telefonema do 'Estado' para Alexandre Santini, sócio de Flávio em loja

Yarima Mecchi

21/12/2019 - 11h34
Notícia sem imagem

O deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ), um dos maiores defensores do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), atendeu nesta sexta-feira, 20, um telefone celular registrado em nome de Alexandre Ferreira Dias Santini, sócio de Flávio Bolsonaro numa loja de chocolates investigada pelo Ministério Público. A empresa foi alvo de mandado de busca e apreensão na terça-feira, durante operação do MP para investigar um suposto esquema de "rachadinha" na Alerj.  

Procurado pela reportagem em seu próprio telefone, o deputado argumentou que estava tomando um café com Santini, que é seu amigo, e atendeu à ligação porque o sócio de Flávio não quer dar entrevistas. Segundo ele, era uma brincadeira. 

No primeiro telefonema, a reportagem perguntou se quem estava na linha era Alexandre. A pessoa que atendeu se apresentou como “o deputado Anderson Moraes”. A voz era, de fato, a do parlamentar. Ele tem em seu gabinete quadros com fotos de Flávio e Jair Bolsonaro, cujo governo defende com entusiasmo.

Em uma segunda ligação para o mesmo número, outro homem atendeu — com o mesmo ruído ambiente ao fundo. Disse que falava do “puteiro (sic) Santa Maria”. E desligou em seguida.

Após as duas ligações para o número registrado em nome de Santini, a reportagem telefonou para outro número, que é oficialmente do deputado. O parlamentar atendeu e, ao ouvir o relato da reportagem, pediu para explicar a situação por escrito, por meio do aplicativo WhatsApp. Inicialmente, porém, não respondeu à mensagem enviada.

O Estado, então, procurou a assessoria de imprensa do bolsonarista. A assessoria confirmou que foi o parlamentar quem atendeu à ligação. Explicou que o número é de Santini, de quem Anderson seria amigo. Os dois tomavam café quando o jornal telefonou. Como o sócio de Flávio está evitando dar entrevistas, Anderson atendeu para fazer uma brincadeira.

No início da noite, o deputado ligou para o repórter e confirmou a versão da brincadeira.

Suspeita de peculato

A investigação sobre a suposta prática dos crimes de peculato (desvio de recursos públicos por servidor), lavagem de dinheiro e organização criminosa no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj apontou seis supostos núcleos. Um deles operaria um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma franquia da rede Kopenhagen em um shopping center na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca.

Segundo o Ministério Público, Santini seria um “laranja” usado por Flávio e sua mulher, Fernanda Antunes Bolsonaro. O casal injetaria dinheiro na Bolsotini para lavar (dar aparência de procedência legal a) recursos desviados pelo suposto esquema de “rachadinha” (desvio de salários em beneficio de Flavio, quando era deputado) na Alerj, de acordo com o MP. 

Flávio nega ter cometido ilegalidades.

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).