Política

ELEIÇÕES 2020

A pedido de Trad, Pedrossian segue com DEM e pode ser vice

Secretário de Finanças deve sair da prefeitura municipal ainda hoje para desincompatibilizar do cargo

A pedido do prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, o secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, deixou o PSD - agremiação do gestor da Capital - e seguiu com o DEM. Conforme apurado pelo Correio do Estado além de deixar o  partido, Pedrossian deve sair ainda hoje da administração municipal.  

Pedrossian neto é cotado para ser vice de Trad na chapa de reeleição, porém para conseguir concorrer na posição de prefeito ou vice, o secretário precisa sair do cargo para desincompatibilização em até quatro meses. Sendo hoje o prazo final para ser exonerado da função que ocupa desde 2017 - começo da gestão.  

Antes de assumir o posto de secretário, Pedrossian Neto esteve a frente da equipe de transição de Marcos Trad. Economista, Pedrossian já atuou como professor universitário. Em 2014, foi secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur) e, no mesmo ano, foi membro do Conselho de Administração do SEBRAE.

O Correio do Estado procurou o secretário sobre sua mudança de partido e ele justificou que foi um pedido do prefeito. "Eu mudei de partido por determinação do prefeito Marcos Trad e por convite da ministra Tereza Cristina e  do então ministro Mandetta, além dos dos deputados Barbosinha e Zé Teixeira e do presidente estadual, Murilo”, disse citando a ministra da Agricultura, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, os deputados estaduais da sigla e o vice-governador do Estado, Murilo Zauith.  

Sobre a possibilidade de deixar a administração de Campo Grande para seguir um projeto político, Pedrossian fez mistério. “Tenho afinidade política e ideológica com a sigla. E isso foi importante para o prefeito. Por hora não tenho essa informação se vou deixar a prefeitura. Tudo é possível, mas por hora não tem isso. Não vou confirmar ou descartar. Me coloquei a disposição do prefeito e do meu partido que é o DEM. Aquilo que o partido decidir eu vou ser o soldado para cumprir”.

Sobre a sua exoneração ser publicada entre ontem (3) e hoje (4) para que consiga cumprir a legislação eleitoral, o secretário disse que não tem horário para uma possível edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). "Até 22h pode sair diário".  

O Correio do Estado procurou o presidente municipal do DEM em Campo Grande, Lúcio Flávio e o questionou sobre a saída de Neto do Paço Municipal. "Pedrossian é um cara ético, não tem mancha. Ele foi secretário-adjunto de Estado junto com a Tereza Cristina na Seprotur. Como é uma pessoa que tem condições de disputar qualquer tipo de cargo, eu acho que é muito bom e demonstra a qualidade ética do Pedrossian para ocupar cargos. Hoje na configuração legal atual tem que sair agora e está sendo ético e obediente".

O presidente destacou ainda que o novo filiado tem  vem de uma linhagem de polítocos, lembrando do seu avô que foi governador de Mato Grosso e de Mato Grossos do Sul. Governador de Mato Grosso no período de 1966 a 1971 e senador eleito em 1978 pelo PSD. Em 1980 renunciou para assumir o governo de MS, nomeado em 7 de novembro daquele ano. Eleito em 1990 ao governo do Estado, administrou MS até 1º de janeiro de 1995. Perdeu as eleições de 1998 ao governo, e de 2002, ao Senado.  

"Ele é um dos quadros qualificados para disputar qualquer cargo. Tem feito uma boa gestão pública, tem um pedigree da política estadual. Qualificado e engrandece o nosso partido. Se depender da gente ele vai alçar aos maiores cargos. Tem nosso apoio. Lógico que a gente vai fazer essa designação consultando todas as lideranças. A gente precisa fazer uma convocação, mas sem dúvida é um dos nomes que chama atenção da sociedade".

Até o fechamento desta edição não havia sido publicada a exoneração de Pedrossian Neto.  

ACIRRADO

Além de Pedrossian Neto, os tucanos Carlos Alberto Assis e João Rocha também podem compor a chapa de reeleição do prefeito Marcos Trad. Assis deixou o cargo de secretário especial no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) e Rocha está disposto abrir mão da possível reeleição de verador na Capital.

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