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Indícios de irregularidades na campanha de 2020 alcançam R$ 60,4 mi, aponta TSE

Entre as inconsistências estão quinze pessoas que, mesmo mortas, doaram um total de R$ 19.587,40

Rodrigo Almeida

21/11/2020 - 13h45

Os indícios de irregularidades no primeiro turno das eleições municipais deste ano alcançaram a marca de R$ 60,4 milhões, entre doações e pagamentos de serviços, aponta o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Entre as inconsistências identificadas estão quinze pessoas que, mesmo mortas - com nome incluído no Sistema de Controle de Óbitos -, doaram um total de R$ 19.587,40 para candidatos de todo o País.

Segundo o levantamento feito pelo TSE, foram registradas 9.068 doações de pessoas sem emprego formal, que somaram a elevada cifra de R$ 33,7 milhões. 

O levantamento ainda encontrou 1.981 doadores que possuem renda incompatível com a quantia repassada - essas pessoas teriam doado um valor total superior a R$ 17 milhões.

O relatório do TSE também identificou um total de 1.227 pessoas que efetuaram doações de R$ 573 mil, mesmo estando inscritas em programas sociais.

Um universo de 1.502 fornecedores sem registro na Receita Federal ou na junta comercial ganharam R$ 2,7 milhões por serviços prestados a candidatos. 

Os técnicos ainda constaram que 925 fornecedores de campanha possuem relação de parentesco com o candidato ou o vice, recebendo mais de R$ 1,6 milhão.

Além disso, 1.289 fornecedores de campanhas eleitorais possuem em seu quadro de sócios beneficiários do programa Bolsa Família.

O tribunal mapeou os dados a partir de informações coletadas pela Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Tribunal de Contas da União (TCU), Defensoria Pública Federal e o Ministério da Cidadania.

De acordo com o TSE, os números levantados foram encaminhados a tribunais e cartórios eleitorais como "informação de inteligência e direcionamento da fiscalização de contas".

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