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Trad diz que é preciso "bênção" de Alcolumbre para comandar o Senado Federal

Para o senador, o principal eleitor deste pleito é o atual presidente; seu indicado terá grande chance de comandar a Casa nos próximos dois anos

Gabrielle Tavares

10/12/2020 - 10h00

Após ser impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de disputar a reeleição para o cargo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), elaborou uma lista com seis nomes que ele poderia apoiar para a sucessão da presidência da Casa. 

Entre os preferidos do presidente está o senador e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Nelson Trad (PSD).

O parlamentar sul-mato-grossense avaliou que a “bênção” de Alcolumbre poderá ser fundamental na eleição do futuro presidente da Casa.

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Além de Trad, a lista elaborada pelo presidente do Senado é composta pelos senadores Antonio Anastasia (PSD-MG), Lucas Barreto (PSD-AP), Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Marcos Rogério (DEM-RO) e Daniella Ribeiro (PP-PB).

Ao ser questionado sobre o fato de o seu nome figurar entre os possíveis candidatos apoiados por Alcolumbre, Nelson Trad disse que ainda é prematuro afirmar que se colocará na disputa ao cargo. 

No entanto, ele projetou que a “bênção” do atual presidente deverá decidir o futuro comandante da Casa.

“O principal eleitor dessa empreitada é o senador Alcolumbre. Quem ele indicar sairá na frente dessa corrida, com certeza. Ele deve estar conversando com as lideranças partidárias para posteriormente indicar um nome forte e que também seja consenso entre os colegas senadores”, considerou Trad.

Entre os indicados de Alcolumbre não há menção a nenhum senador do MDB, partido de onde deve sair o nome apoiado pelo Palácio do Planalto. 

Segundo auxiliares de Jair Bolsonaro (sem partido), hoje, os favoritos do presidente são os líderes do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), e no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

OUTROS NOMES

Conforme publicado nesta terça-feira (8) pelo Correio do Estado, quem está na disputa interna do MDB para pleitear a presidência do Senado é a senadora por Mato Grosso do Sul Simone Tebet. 

Além dela, também aparece com boas chances no pleito o líder emedebista Eduardo Braga (AM).

A parlamentar faz parte do movimento independente da Casa chamado de Muda Senado, que conta com senadores do DEM e do PSDB, além do próprio MDB.  

Mesmo correndo por fora, o trunfo de Tebet na disputa é a sua independência – ela tem feito críticas a Bolsonaro, mas tem apoiado algumas pautas econômicas. A senadora exerce uma das funções mais importantes da Casa Legislativa, que é a de presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Trad citou a senadora durante entrevista ao Correio do Estado. Para ele, Tebet é um nome forte, pois já foi cogitado na disputa passada, porém, deixou de concorrer para dar apoio ao atual presidente. Outro nome citado pelo senador é o do colega de sigla Antonio Anastasia.  

“Os dois nomes são altamente capacitados. Simone, por exemplo, tem seu protagonismo destacado no Senado desde a última eleição para presidência. De lá para cá, ela assumiu a comissão mais importante da Casa, que é a CCJ. Já Anastasia também tem uma expertise e uma articulação política que o habilitam como presidente do Senado. Por este motivo, ainda é muito cedo para afirmar nomes, porque temos bons quadros nessa disputa”, elencou.

BARRADO

O STF barrou, na noite deste domingo (6), a possibilidade de reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Alcolumbre. O placar ficou em 6 a 5 contra a reeleição de Alcolumbre e em 7 a 4 contra a de Maia. Para a maioria dos ministros, a recondução é inconstitucional.

A Constituição proíbe os chefes das Casas de tentarem a recondução no posto dentro da mesma legislatura. A legislatura atual começou em fevereiro de 2019 e vai até fevereiro de 2023.

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