Política

Procuradoria Geral de Justiça

Promotores do Rio indicam nomes próximos a Gussem em lista tríplice

Novo procurador-geral de Justiça será o responsável direto pela investigação de Flávio Bolsonaro

Ana Karla Flores

12/12/2020 - 08h40

O Ministério Público do Rio fechou nesta sexta, 11, a lista tríplice da qual sairá o novo procurador-geral de Justiça. Responsável direto pela investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), já denunciado pela Promotoria. 

O novo chefe será escolhido pelo governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), que é próximo à família do presidente Jair Bolsonaro. A definição se dará em janeiro.

Os três nomes mais votados pelos integrantes do órgão foram, na ordem: o promotor Luciano Mattos, que teve 32%; a procuradora Leila Machado Costa, com 29%; e o promotor Virgilio Stavridis, que ficou com 25%. 

Mattos e Stavridis são do grupo do atual procurador-geral, Eduardo Gussem.

Havia um candidato bolsonarista assumido na disputa - o procurador Marcelo Rocha Monteiro -, mas ele tinha poucas chances de entrar na lista final. 

Ficou em quarto, com 8%, à frente apenas do procurador Ertulei Laureano, escolhido por 5%. Ao todo, 904 integrantes do MP participaram da eleição.

Ao contrário do que ocorre no caso da Procuradoria-Geral da República, a Constituição Estadual do Rio obriga o governador a escolher um dos três da lista tríplice. Ele pode, contudo, optar pelo segundo ou terceiro mais votado, sem a necessidade oficial de indicar o preferido dos eleitores. 

Castro tem evitado afirmar se irá ou não acolher a vontade da maioria do MP.

Luciano Mattos, o mais votado, tem 25 anos de carreira dentro do órgão - por três mandatos, presidiu a Associação do Ministério Público do Estado do Rio (Amperj). Leila é atual subprocuradora de Planejamento Institucional. 

Virgilio Stavridis trabalha hoje como chefe de gabinete do atual procurador-geral - ele tem 27 anos de casa - e já apareceu com Gussem em eventos.

Carlos

Além de herdar diretamente de Gussem o caso de Flávio - denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no processo das "rachadinhas" -, o novo chefe do MP terá nas mãos, mesmo que indiretamente, outras investigações sensíveis. 

Uma delas, sob a alçada do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), também envolve o clã presidencial: apura práticas parecidas com as de Flávio, mas no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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