Política

Desafios

Alan Guedes aposta em austeridade para regularizar finanças em Dourados

Após gestão Razuk, novo prefeito de Dourados assume com a tarefa de colocar as contas da cidade em dia

Gabrielle Tavares

18/01/2021 - 10h00

O prefeito recém-empossado de Dourados, Alan Guedes (PP), anunciou diversas medidas de austeridade para fortalecer os cofres públicos municipais.

A situação financeira do município é grave, pois o salário de dezembro dos servidores não foi pago pela antiga administração, mas Guedes afirmou que já no início desta semana 85% dos servidores terão seus rendimentos depositados.

Segundo Guedes, com a decisão, a prefeitura vai pagar o salário integral de 6.730 servidores que ganham até R$ 4,5 mil líquidos. Para quitar a dívida, o Executivo vai usar R$ 15,098 milhões de receita gerada no exercício deste ano.

Ao Correio do Estado, Guedes disse que o objetivo principal nesse primeiro momento é a recuperação fiscal do município, bem como o combate à pandemia da Covid-19.

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Entre as medidas anunciadas para fortalecer o caixa do Executivo municipal, está a exoneração, já realizada, de 419 servidores que ocupavam cargos comissionados.

“Nós assumimos em 1º de janeiro com uma situação financeira um pouco complicada, com passivos na Secretaria de Saúde, tanto na Secretaria quanto na fundação de administração de serviços da área, e com um terço da folha do mês de dezembro atrasada”, disse Guedes.

“Para revertermos essa situação, lançamos um plano com medidas iniciais que contemplam, entre outras coisas, a diminuição no valor dos contratos de 25% e a suspensão de 90 dias daqueles que não são essenciais. Por fim, reduziremos em 30% o salário de cargos em comissão", afirmou o prefeito.

"Com isso, esperamos contribuir com uma readequação financeira para que o planejamento para 2021 não fique ainda mais comprometido, pois assumimos o compromisso de quitar a folha atrasada de dezembro”.

PANDEMIA

Dourados já superou 190 mortes provocadas pela Covid-19. Já o número de infectados pela doença ultrapassa 16 mil casos, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Segundo o prefeito, a cidade está tomando medidas para conter o avanço da doença e aumentar o número de leitos, para que não seja necessário o fechamento dos chamados serviços não essenciais.

“Nós já fizemos contato com a rede privada sobre a intenção de contratar novos leitos. Estamos negociando 15 dos disponíveis em dois hospitais particulares, além de parceria com o governo do Estado, para que possamos manter a cidade aberta".

"Temos também aumentado o número de testagens, fato que fez com que nossa cidade saísse da zona cinza, mais crítica, para a vermelha. Porém, essa reclassificação não nos permite tirar a atenção dos assuntos relacionados à pandemia”, elencou.

ECONOMIA

Apesar da pandemia do novo coronavírus, o prefeito afirmou que, com o início da imunização no Brasil, o País deverá reagir economicamente. O prefeito espera que o crescimento já aconteça a curto e médio prazo. 

“Nós estamos muito confiantes na retomada da economia e do desenvolvimento de Dourados. Por exemplo, nesta semana recebemos a visita dos gestores da Gol, que anunciaram a volta de voos importantes para nossa cidade a partir de fevereiro”, contou.

“Além disso, nosso Parque Industrial tem a possibilidade de ser mais diversificado, embora nós já estejamos em uma boa posição como a segunda cidade que mais exporta em Mato Grosso do Sul. Portanto, temos de consolidar os setores de comércio, serviços e indústria para que os nossos empresários continuem investindo e acreditando no potencial econômico de Dourados”, explicou.

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