Os partidos que em outras décadas já foram rivais na política de Mato Grosso do Sul continuarão unidos no último biênio da atual composição da Assembleia Legislativa.
O MDB e o PT (e também o DEM) receberam mais adesões neste ano e anunciaram ontem um bloco, que começou a manhã como G10, mas terminou como G9, após o grupo de Londres Machado (PSD) manter Lucas de Lima (Solidariedade), deixando o bloco das antigas legendas rivais com nove parlamentares.
Uma quase desunião no partido Solidariedade é que foi o fiel da balança na formação dos grupos. Márcio Fernandes (MDB) chegou a anunciar o seu G10 logo após a sessão da Assembleia Legislativa.
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Porém, ontem, no fim da tarde, Lucas de Lima deixou o grupo do emedebista e voltou ao mesmo grupo em que esteve no ano passado, no qual está seu correligionário Herculano Borges.
O objetivo do agrupamento dos deputados em blocos, unindo partidos que são historicamente rivais, é ocupar cargos estratégicos nas comissões legislativas.
A disputa dos deputados pela comissão mais importante da Casa, a de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), foi decisiva para a formação dos blocos. Pela manhã, Fernandes anunciou Barbosinha (DEM) e Eduardo Rocha (MDB) na comissão.
No fim da tarde, depois que o bloco de Londres Machado virou o jogo, Evander Vendramini e Gerson Claro (PP) ficariam com os assentos na comissão. Resta o nome indicado pelo PSDB.
O quase G10, que terminou a terça-feira como G9, ganhou corpo ao receber Neno Razuk (PTB). Ele integrava o G10, capitaneado por Londres Machado (PSD), no ano passado.
Além desses parlamentares, integram o blocão capitaneado por Márcio Fernandes: seus dois colegas de partido, Eduardo Rocha e Renato Câmara; Pedro Kemp e Cabo Almi, do PT; Barbosinha e Zé Teixeira, do DEM; e Lídio Lopes, do Patriotas.
“Eu e meu colega de legenda Cabo Almi sozinhos não teríamos força para presidir comissões dentro da Casa de Leis. Ou seja, nossa única alternativa é integrar um grupo, e no nosso caso a maioria, para termos força e pleitear esses cargos”, explicou Pedro Kemp.
Outro grupo
O grupo de Londres Machado, que começou a manhã como G8 e terminou como o maior bloco da casa, será composto pelo deputado e também pelos parlamentares Coronel David e Jamilson Name (sem partido), Herculano Borges e Lucas de Lima, do Solidariedade, Antônio Vaz, do Republicanos, Gerson Claro e Evander Vendramini, do PP, João Henrique Catan, do PL, e Capitão Contar, do PSL.
Por ser a maior bancada da casa, o PSDB não se agrupa em blocos. O partido conta com o presidente, Paulo Corrêa, além de Mara Caseiro, Felipe Orro, Marçal Filho e Professor Rinaldo.
Em blocos diferentes, Pedro Kemp (PT) e Capitão Contar (PSL) devem continuar com uma postura que consideram independente, mas também de oposição ao governo. No mais, o governo de Azambuja demonstra que continuará com ampla maioria dos deputados na última metade de seu mandato.