Política

REPERCUSSÃO

Com ameaça de paralisação, vereadores defendem nova licitação para o transporte público

Segundo o sindicato da categoria, a empresa não depositou os vales e, por esse motivo, poderão "cruzar os braços" à partir de quarta (24)

Flávio Veras

23/02/2021 - 13h36

Após ameaça do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande  (STTCU) de “cruzar os braços” e paralisar o transporte pública na Capital nessa quarta-feira (24), os vereadores Tiago Vargas (PSD) e Marcos Tabosa (PSD) repercutiram o fato e pediram por nova concorrência na prestação do serviço.  

O sindicato da categoria afirmou que o Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço na cidade, não depositou o vale (adiantamento salarial) no último dia 20, motivo pelo qual pode haver paralisação dos ônibus.  

Durante a palavra livre na sessão ordinária desta terça-feira (23) na Câmara de Vereadores, Vargas afirmou que o serviço prestado ao usuário é precário. Além disso, o salário pago pela empresa aos motoristas é um absurdo e que o atraso no vale agrava ainda mais a situação.  

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Ainda de acordo com o parlamentar, quando criticada, a empresa sempre ameaça abandonar a concessão.  

“Se for por falta de tchau, adeus Guaicurus. Não dá mais para aceitar essa postura do consórcio, pois os profissionais já falaram que, caso não recebam seus vales hoje, amanhã não haverá em Campo Grande o transporte público e esse fato é um absurdo, pois sempre o usuário é o prejudicado”, alfinetou.

Na mesma linha, um dos líderes da minoria na Câmara, vereador Tabosa, também criticou o fato e cobrou respostas da empresa e das autoridades que regulamentam o transporte na Capital.

“Essa empresa já vem dando trabalho há muito tempo. Ela maltrata o usuário, não tem transporte o suficiente eu não entendo o porquê desse consórcio ainda estar em Campo Grande. Não dá mais para aguentar essa situação e devemos colocar o dedo na ferida, pois o Guaicurus tem que respeitar o trabalhador e o cliente dele”, reclamou Tabosa.

Posição do sindicato

Conforme o STTCU o adiantamento deveria ter sido creditado no último dia 20, porém como a data coincidiu com um sábado, o montante não foi depositado. Os funcionários imaginaram que o vale seria creditado na segunda-feira (22), porém a empresa se limitou a dizer que ainda não tinha o recurso.  

A data limite para que os valores sejam depositados, estipulada pelo sindicato, é até às 16h de hoje.  

O Correio tentou contato com o Consórcio Guaicurus, porém até a publicação desta reportagem não obteve resposta.  

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