Após a queda de Eduardo Pazuello do ministério da saúde, o presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear o médico e presidente da Associação Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, para comandar a pasta. Para algumas autoridades públicas de Mato Grosso do Sul, a mudança pode ser uma sinalização de que a postura do governo federal no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pode mudar e esperam que as decisões, agora, “sejam baseadas na ciência”.
Uma dessas autoridades ouvidas pelo Correio do Estado, foi o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende. Para ele, a mudança é positiva e ele espera que a pasta seja integrada por quadros oriundos da área da saúde, ao contrário da proposta de Pazuello, que abarcou diversos militares, sem experiência em gestão de saúde pública.
“Espero que o ministério agora seja reorganizado e seja integrado por pessoas que tenham compreensão e conhecimento aprofundado do Sistema Único de Saúde (SUS). Eu sei que o anterior fez todo o esforço possível, mas não tinha conhecimento da área a não deu o retorno necessário a nós secretários. Portanto, por pertencer a Sociedade Brasileira de Cardiologia tem bom diálogo com os gestores. Ele poderá construir uma unidade melhor no enfrentamento da pandemia, sempre baseado em preceitos científicos", disse.
Ao Correio, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) se resumiu em dizer que: “desejo que ele faça um bom trabalho, para que a gente consiga vencer, o quanto antes, esta pandemia.”
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Para a senadora Simone Tebet (MDB), uma das parlamentares mais críticas na condução do ministério da Saúde por parte de Pazuello, falou que viu em Queiroga um homem que acredita na ciência.
“Ele não é negacionista e defende a vacinação em massa, o que é bom. Precisamos da vacina no braço dos brasileiros, única capaz salvar vidas e empregos, para que as pessoas voltem ao mercado de trabalho e a vida comece a voltar ao normal. Precisamos diminuir essa onda avassaladora de desemprego e fome que já começa a tomar conta do Brasil”, projetou
A senadora concluiu sua visão dizendo que espera que o presidente dê "carta branca” ao novo ministro. “Espero que ele tenha aval do Bolsonaro para fazer o que precisa ser feito. No Congresso, por exemplo, queremos transparência nas informações para conhecer os gargalos e poder ajudar no que for de nossa atribuição", desejou.
O Correio do Estado tentou falar com o secretário Municipal de Saúde da Capital, José Mauro, mas até o fechamento da edição desta reportagem não obteve resposta.