Sessão da Comissão da Constituição de Justiça e de Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (17) precisou ser encerrada às pressas após discussão entre os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Carlos Jordy (PSL-RJ) e Alê Silva (PSL-MG).
O deputado Teixeira estava com a palavra e reclamava da postura da presidente da Comissão, Bia Kicis (PSL-DF), alegando que ela não tinha dado espaço para membros se manifestarem.
O parlamentar, então, emendou o discurso para objetar contra a postura do presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), perante a situação pandêmica no Brasil. "Esse presidente é genocida, porque todos os atos que ele cometeu foi um projeto para matar pessoas", disse.
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"Hoje estamos chegando a 280 mil pessoas que estão sendo mortas no Brasil por atos do presidente da república, porque tem vacina e ele não comprou. Tem máscara e ele não adotou, todo mundo recomendava que não houvesse aglomerações e ele promovia aglomerações. Então ele é um genocida e quem o defende comunga de seus atos e palavras, ele tem que ser julgado criminalmente por seus atos”, continuou.
O deputado então foi interrompido por Carlos Jordy. "Presidente, eu não vou aturar este tipo de comportamento. Se ele é um genocida, você é um vagabundo! Vai baixar o nível", disse para Paulo Teixeira, que ficou surpreso e não respondeu de imediato.
A deputada Alê Silva emendou um grito de "vagabundo" ao lado do seu colega de partido, Jordy. Depois disso, os microfones foram cortados e os deputados continuaram a discussão no plenário.
A presidente Bia Kicis tentou controlar os ânimos dos parlamentares, mas sem sucesso. Antes de encerrar a sessão, ela convocou reunião dos coordenadores de bancada para apreciação de requerimentos na quinta-feira (18), às 9h, antes da reunião extraordinária da CCJ.